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Bundled auth flow (signup / activate / login / reset)

Desde v0.31.0 o SDK fornece o ciclo completo de conta local — signup com email/senha, ativação por link, login com JWT pair, reset de senha — via UserAuthService + make_auth_router. Endpoints prontos pra mount (incluindo POST /auth/refresh desde v0.65.0), templates Jinja2 bundled, settings flags controlando se o link sai por e-mail ou no body da resposta, e cinco modos pré-pensados: produção, dev com SMTP local, dev sem SMTP, CI e backend-only.

Vá direto ao seu caso

A tabela abaixo mapeia o que o usuário quer fazer → a seção e os endpoints. Comece pelo seu caso; volte ao setup só quando precisar ligar as peças.

Quero… Está logado? Seção Endpoints
Criar conta + ativar por e-mail — Setup signup → activate/{token}
Testar tudo sem frontend (curl, Swagger, app mobile) — Só o backend signup → activate/{token} → login → rota protegida
O e-mail de ativação não chegou ❌ não Reenviar a ativação activation/request → activate/{token}
Entrar — Endpoints login
Esqueci minha senha ❌ não Recuperação de senha password-reset/request → password-reset/confirm
Trocar minha senha ✅ sim Trocar senha logado password-change
Trocar meu e-mail ✅ sim Trocar e-mail email-change/request → email-change/confirm
Re-verificar meu e-mail atual ✅ sim Re-verificar e-mail email-verify/request → email-verify/confirm
Perdi acesso ao meu e-mail ❌ não Recuperação de e-mail email-recovery/request → email-change/confirm
Minha sessão expirou — Refresh refresh

Os dois "esqueci": senha perdida → Recuperação de senha; caixa de e-mail perdida → Recuperação de e-mail.

Conteúdo da receita

  1. Setup mínimo — instalação dos extras + wiring de quatro objetos (AsyncDatabaseManager, EmailUtils, UserAuthService, make_auth_router).
  2. UserTokenModel concreto — BaseUserTokenModel é abstrato, projeto cria a tabela final.
  3. Endpoints — tabela de todos os endpoints + payload + comportamento.
    • Limite de tentativas — o login e o cadastro com freio contra força bruta, sem revelar quais e-mails existem.
    • Só o backend — o ciclo cadastro → ativação → login → rota protegida sem frontend, medido com curl, e o mesmo ciclo num teste.
  4. Reenviar a ativação — o e-mail de ativação não chegou.
  5. Recuperação de senha — o fluxo "esqueci a senha", passo a passo, mais trocar a senha logado.
  6. Troca e recuperação de e-mail — trocar e-mail logado, re-verificar, e recuperar quando a caixa se perdeu.
  7. Settings — variáveis de ambiente — env vars em grupos (JWT, política de senha, fluxo de e-mail, TTL, URLs/templates, páginas backend) — cada uma em tabela tipada, não num blob.
  8. Anatomia de um e-mail: como link, template e URL se encaixam — desambigua os três conceitos que mais confundem.
  9. Idioma dos e-mails e páginas (i18n) — idioma padrão, preferência por usuário e tradução própria.
  10. Cinco modos de operação — produção, dev com SMTP local (Mailhog / smtp4dev), dev sem SMTP, CI sem ativação e backend-only (links e páginas servidas direto pelo backend).
  11. Entrega de token — bearer, cookie ou os dois.
  12. Mailhog vs smtp4dev — qual escolher pra dev local — comparativo + receitas docker-compose copy-paste.
  13. Customizando os templates de e-mail — override do activation.html e password_reset.html + variáveis disponíveis no contexto Jinja2.
  14. Segurança — como o token é armazenado, TTL, anti-enumeração.
  15. Pegando o current_user da requisição — a dependency de usuário autenticado nas suas rotas.
  16. Próximos passos.

Setup mínimo

Requer:

  • [auth] (bcrypt + PyJWT) — obrigatório, sempre.
  • [email] (aiosmtplib + Jinja2 + email-validator) — opcional; quando ausente, os links vão no body da resposta em vez de e-mail.
uv add "tempest-fastapi-sdk[auth,email]>=0.151.1"

São dois arquivos, e a ordem entre eles importa. Os objetos compartilhados — conexão, e-mail, service — moram em src/api/dependencies/; o src/api/app.py importa de lá e só monta a aplicação:

# src/api/dependencies/resources.py

from tempest_fastapi_sdk import AsyncDatabaseManager, EmailUtils, UserAuthService

from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel

db = AsyncDatabaseManager(settings.DATABASE_URL)

# EmailUtils — só instancie se [email] estiver instalado E você quiser e-mail
# real (modos A e B abaixo). Nos modos C e D, passe email=None pro service.
emails = EmailUtils(
    host=settings.SMTP_HOST,
    port=settings.SMTP_PORT,
    username=settings.SMTP_USERNAME,
    password=settings.SMTP_PASSWORD,
    from_addr=settings.SMTP_FROM_ADDR,
    template_dir="emails",  # diretório onde seus templates custom moram
)

auth_service = UserAuthService(
    db=db,                    # necessário pra current_user_dependency (ver seção final)
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,   # mistura AuthSettings (ver seção 4)
    jwt_settings=settings,    # mistura JWTSettings
    email=emails,             # ou None — controla envio real vs link no body
)
# src/api/app.py

from fastapi import FastAPI

from tempest_fastapi_sdk import make_auth_router

from src.api.dependencies.resources import auth_service, db

app = FastAPI()

app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=db.session_dependency,
    ),
)

O mesmo get_session do resto do app

session_factory aceita a dependency de sessão que o app já usa, inclusive com sub-dependências (get_session(database=Depends(get_database))): uma função geradora (async ou não) é registrada como Depends(session_factory), então app.dependency_overrides[get_session] vale também para /auth/login e as outras rotas de auth. Outro callable sem argumentos que devolve um iterador async continua funcionando como antes. A mesma regra vale para todo router do SDK que recebe session_factory: push, Web Push, chat, reviews, wallet, sessões, voz e app-errors.

O service não pode morar no app.py

É tentador criar o UserAuthService ao lado do app e importá-lo de volta nas dependencies — e é um ciclo de import: app.py importa os routers, os routers importam dependencies/, e esse importaria app.py de novo. O erro sai longe da causa (ImportError: cannot import name 'auth_service' from partially initialized module), então a direção fica fixa desde o começo: dependencies não importa app. É também o que deixa o service testável sem subir a aplicação.

TL;DR de quatro objetos

AsyncDatabaseManager → conexão. EmailUtils → SMTP + Jinja2. UserAuthService → regras de negócio. make_auth_router → cola tudo nos endpoints HTTP: 13 com os settings default, mais os de MFA, cookie, login social, WebAuthn e páginas backend quando ligados.


UserTokenModel concreto

BaseUserTokenModel é abstrato — projeto cria a tabela concreta porque a FK pra users precisa do nome da sua tabela. Exemplo src/db/models/user_token.py:

from uuid import UUID

from sqlalchemy import ForeignKey
from sqlalchemy.orm import Mapped, mapped_column
from tempest_fastapi_sdk import BaseUserTokenModel


class UserTokenModel(BaseUserTokenModel):
    """Concrete token table for activation / reset / email-verification."""

    __tablename__ = "user_tokens"

    user_id: Mapped[UUID] = mapped_column(
        ForeignKey("users.id", ondelete="CASCADE"),
        nullable=False,
        index=True,
    )

E importar em src/db/models/__init__.py pra Alembic ver:

from src.db.models.user import UserModel
from src.db.models.user_token import UserTokenModel

__all__: list[str] = ["UserModel", "UserTokenModel"]

Gerar migration (a primeira vez, bootstrape o Alembic com tempest db init):

# Só na primeira vez — gera alembic/, alembic.ini e env.py:
uv run tempest db init

# A partir daí, ciclo normal de revisão:
uv run tempest db revision -m "users + user_tokens"
uv run tempest db upgrade

Endpoints

Método Path Body / Output Comportamento
POST /auth/signup SignupSchema → SignupResponseSchema Cria user. Não montado quando AUTH_SIGNUP_ENABLED=false (v0.272.0+). Emite e-mail (modos A/B) ou devolve link no body (modo C). Se AUTH_AUTO_ACTIVATE=True, user nasce ativo e JWT pair volta direto (modo D).
POST /auth/activate/{token} — → ActivationResponseSchema Consome token + is_active=True + emite JWT pair. Conta recém-cadastrada não tem fator, então nada muda; mas se o token veio de /auth/activation/request para uma conta desativada que tinha MFA inscrito, responde o desafio (mfa_required=true + mfa_token) em vez do par.
POST /auth/activation/request (v0.297.0+) ActivationRequestSchema → ActivationResendResponseSchema Não autenticado. Reemite o link de ativação de uma conta que nunca ativou. Sempre 202 + corpo genérico.
POST /auth/login LoginSchema → LoginResponseSchema Email + senha → JWT pair. Erros genéricos (não enumera contas).
GET /auth/me (v0.198.0+) — → AuthUserSchema Autenticado. Devolve a conta dona do bearer token. Nunca serializa o hash da senha: o handler entrega o modelo inteiro e o response_model filtra. Troque o schema por um seu com me_response_model= pra expor colunas próprias.
POST /auth/password-reset/request PasswordResetRequestSchema → PasswordResetResponseSchema Sempre HTTP 202 + corpo genérico. Link via e-mail (A/B) ou no body (C).
POST /auth/password-reset/confirm PasswordResetConfirmSchema → LoginResponseSchema Consome token + grava nova senha + revoga as sessões + emite JWT pair. Com MFA inscrito na conta, responde o desafio (mfa_required=true + mfa_token) em vez do par — conclua em /auth/mfa/verify.
POST /auth/password-change PasswordChangeSchema → 204 Autenticado (bearer token). Troca a própria senha: confirma a senha atual + grava a nova. Sem token de e-mail.
POST /auth/email-change/request (v0.92.0+) EmailChangeRequestSchema → EmailChangeResponseSchema Autenticado. Confirma a senha atual + envia link de confirmação pro novo e-mail. Sempre 202.
POST /auth/email-change/confirm (v0.92.0+) EmailChangeConfirmSchema → EmailChangeResponseSchema Consome o token + aplica o novo e-mail + (opcional) avisa o e-mail antigo.
POST /auth/email-verify/request (v0.92.0+) — → EmailChangeResponseSchema Autenticado. Reenvia link de verificação pro e-mail atual.
POST /auth/email-verify/confirm (v0.92.0+) EmailChangeConfirmSchema → EmailChangeResponseSchema Consome o token + marca a conta ativa.
POST /auth/email-recovery/request (v0.92.0+, opt-in) EmailRecoveryRequestSchema → EmailChangeResponseSchema Não autenticado. Recupera conta cujo e-mail se perdeu: senha (+ MFA se inscrito). Só montado com AUTH_EMAIL_RECOVERY_ENABLED=True. Sempre 202.
GET /auth/oauth/{provider}/login (v0.273.0+) — → 302 Sorteia o state, grava no cookie HttpOnly e redireciona ao provedor. Só montado com AUTH_OAUTH_ENABLED=true. Veja a receita de login social.
GET /auth/oauth/{provider}/callback (v0.273.0+) — → LoginResponseSchema Confere o state, troca o code, resolve (provider, subject) no banco e emite o mesmo par JWT do /auth/login — typ, refresh opaco, rotação e /auth/logout incluídos. Conta com TOTP recebe o desafio (mfa_required=true + mfa_token), como no /auth/login (v0.314.0+).
GET /auth/oauth/accounts (v0.273.0+) — → list[OAuthAccountSchema] Autenticado. Provedores ligados à conta. Lista vazia é 200, não 404.
POST /auth/oauth/accounts/unlink (v0.273.0+) OAuthUnlinkSchema → 204 Autenticado. Desliga um provedor. 404 quando não está ligado nesta conta.
POST /auth/refresh (v0.65.0+) RefreshSchema → LoginResponseSchema Troca um refresh token válido por um JWT pair novo. Sem email/senha. Rejeita access token replayado (401) e conta inativa (403).

password-reset/confirm vs password-change — qual é qual?

São fluxos diferentes, não confunda:

  • /auth/password-reset/confirm — o usuário esqueceu a senha. Ele não está logado; prova identidade com o token que recebeu por e-mail. (Veja /auth/password-reset/request antes.)
  • /auth/password-change — o usuário lembra a senha e está logado. Manda o access_token no header Authorization: Bearer … e reconfirma a current_password. Não envolve e-mail nem token de reset. Retorna 204 e os tokens atuais continuam válidos.

Sistema fechado — sem porta de cadastro (v0.272.0+)

Nem todo serviço quer POST /auth/signup no ar. Num sistema fechado — conta criada só por administrador, nunca por quem chega na porta — a rota de cadastro público é exatamente o buraco que não se quer aberto.

Desligue por variável de ambiente:

AUTH_SIGNUP_ENABLED=false

Ou por router, quando o mesmo processo monta mais de um e só um deles é fechado:

# src/api/app.py

from fastapi import FastAPI

from tempest_fastapi_sdk import (
    AsyncDatabaseManager,
    UserAuthService,
    make_auth_router,
)

from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel

app = FastAPI()

db = AsyncDatabaseManager(settings.DATABASE_URL)

auth_service = UserAuthService(
    db=db,
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
    email=None,
)

app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=db.session_dependency,
        allow_signup=False,
    ),
)

O argumento vence a setting nos dois sentidos; allow_signup=None (o default) delega para AUTH_SIGNUP_ENABLED. É o mesmo par que token_delivery já formava com AUTH_TOKEN_DELIVERY.

O que o serviço passa a responder:

$ curl -s -o /dev/null -w "%{http_code}\n" -X POST localhost:8000/auth/signup \
    -H "Content-Type: application/json" \
    -d '{"email":"quem-chegou@example.com","password":"strong-pass-12"}'
404

Filtrar router.routes depois de montar não é equivalente

O workaround que sobrava antes era remover a rota da lista já construída:

router.routes = [
    route for route in router.routes
    if getattr(route, "path", "") != "/auth/signup"
]

Ele casa uma string de path — quebra em silêncio no dia em que o caminho mudar — e não diz nada ao schema: o /openapi.json continua anunciando uma porta que não existe mais. Com AUTH_SIGNUP_ENABLED a rota nunca é registrada, então some da aplicação e do schema.

A ativação continua montada — de propósito

Desligar o signup não desmonta /auth/activate/{token}. Conta criada por um administrador também precisa ser ativada, e é esse endpoint que consome o token do e-mail. Nada além de POST /auth/signup muda de lugar.

Recap. AUTH_SIGNUP_ENABLED=false fecha o cadastro público sem tocar em nenhum outro endpoint; allow_signup= sobrescreve por router; a rota some do OpenAPI junto, que é o que o filtro manual nunca entregou.

Conta que nasce com mais que e-mail e senha (v0.278.0+)

Quase nenhum produto tem uma conta que é só email, password e name. Tem o telefone, tem o CPF, tem a flag que separa cliente de produtor. Até aqui a saída era desligar o POST /auth/signup e escrever a rota na mão — e a rota na mão tinha que reconstruir a política de senha, o 409 de e-mail duplicado, o ramo de ativação e a emissão do par JWT. Quatro coisas que a rota do SDK já acerta, e que passam a driftar uma release por vez.

Um argumento resolve o caso comum: signup_schema troca o corpo da requisição, e todo campo novo dele que também é coluna do seu UserModel é gravado na linha antes do insert (v0.305.0+). Para o que não é coluna — um aceite de termos, um campo derivado — existe on_signup.

# src/api/app.py

from fastapi import FastAPI
from pydantic import Field
from sqlalchemy.ext.asyncio import AsyncSession

from tempest_fastapi_sdk import (
    AsyncDatabaseManager,
    SignupSchema,
    UserAuthService,
    ValidationException,
    make_auth_router,
)

from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel


class ProducerSignupSchema(SignupSchema):
    """O cadastro deste produto: e-mail, senha, nome — e o resto."""

    phone: str = Field(max_length=20)
    is_producer: bool = Field(default=False)
    accept_terms: bool = Field(default=False)


async def require_terms(
    session: AsyncSession,
    user: UserModel,
    payload: ProducerSignupSchema,
) -> None:
    """Recusa o cadastro sem aceite dos termos.

    Args:
        session (AsyncSession): A transação em que a linha foi inserida.
        user (UserModel): A instância recém-criada.
        payload (ProducerSignupSchema): O corpo validado.

    Raises:
        ValidationException: Quando ``accept_terms`` é falso.
    """
    if not payload.accept_terms:
        raise ValidationException(message="accept the terms to sign up")


app = FastAPI()

db = AsyncDatabaseManager(settings.DATABASE_URL)

auth_service = UserAuthService(
    db=db,
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
    email=None,
)

app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=db.session_dependency,
        signup_schema=ProducerSignupSchema,
        on_signup=require_terms,
    ),
)

Aqui phone e is_producer são colunas do UserModel (phone é NOT NULL e UNIQUE), então chegam à linha sem hook nenhum. accept_terms não é coluna: fica só no payload que o on_signup recebe.

Com AUTH_AUTO_ACTIVATE=true no .env a conta nasce ativa e o signup já devolve o par de JWT. No default (false) a mesma chamada responde "activation_required":true com access_token e refresh_token em null, e o par só sai no POST /auth/activate/{token}:

$ curl -s -X POST localhost:8000/auth/signup \
    -H "Content-Type: application/json" \
    -d '{"email":"ana@example.com","password":"strong-pass-12","phone":"5511999999999","is_producer":true,"accept_terms":true}'
{"user_id":"0e5cf2fc-…","activation_required":false,"activation_url":null,"access_token":"eyJ…","refresh_token":"eyJ…"}

Um segundo cadastro com o mesmo telefone responde 409, com a coluna em details e em field — não um 500 de IntegrityError:

$ curl -s -X POST localhost:8000/auth/signup \
    -H "Content-Type: application/json" \
    -d '{"email":"bia@example.com","password":"strong-pass-12","phone":"5511999999999","accept_terms":true}'
{"detail":"phone already in use","code":"CONFLICT","details":{"columns":["phone"],"constraint":null},"field":"phone"}

O constraint sai null no SQLite, que não nomeia a constraint de unicidade; no PostgreSQL vem o nome (users_phone_key, por exemplo). O detail acima é o de um app sem catálogo; com register_exception_handlers(app, catalog=default_message_catalog()) ele sai traduzido (Conflito de recurso), e code, details e field não mudam.

Coluna protegida nunca vem do corpo

id, email, hashed_password, is_active e is_admin (SIGNUP_PROTECTED_FIELDS) são do SDK. Um signup_schema com um campo is_admin não promove ninguém: a rota descarta esses nomes antes de gravar. Chamando o service direto, signup(fields={"is_admin": True}) levanta ValueError.

Anote o hook com as suas classes — o model concreto e o schema concreto — como acima: é o que faz payload.accept_terms passar no type-checker do seu lado.

O schema precisa herdar de SignupSchema — a rota lê email, password e name pelo nome, então um corpo que não os traz derruba o make_auth_router na hora da montagem, não no primeiro request. Os campos novos entram no /openapi.json junto: o cliente gerado enxerga phone e is_producer sem ninguém escrever schema à mão.

Se o seu service sobrescreve signup

Declare fields: Mapping[str, Any] | None = None no override e repasse para super().signup(...): é por ele que as colunas do signup_schema chegam antes do insert. Um override sem fields continua funcionando — a rota o chama sem esse argumento, como antes da 0.305.0, e avisa no log, na montagem do router, quais colunas ficaram para o on_signup preencher.

Sem router: signup(fields=...)

O mesmo caminho está no service, para quem monta a própria rota:

from sqlalchemy.ext.asyncio import AsyncSession

from tempest_fastapi_sdk import UserAuthService


async def create_driver(
    service: UserAuthService,
    session: AsyncSession,
    email: str,
    password: str,
    phone: str,
) -> None:
    """Cria o motorista com o telefone obrigatório já no insert.

    Args:
        service (UserAuthService): O service de auth.
        session (AsyncSession): A sessão da requisição.
        email (str): E-mail da conta.
        password (str): Senha em texto puro.
        phone (str): Telefone, coluna ``NOT NULL`` e única.
    """
    await service.signup(
        session,
        email=email,
        password=password,
        fields={"phone": phone},
    )
    await session.commit()

Chave que não é coluna do model vira ValueError antes de qualquer escrita. Coluna NOT NULL esquecida também vira ValueError, com o nome dela na mensagem — é defeito de montagem, não erro do cliente.

O hook roda antes do commit, e isso é o ponto

on_signup é aguardado logo depois do insert e antes do session.commit(), na mesma transação. Um hook que levanta desfaz a conta junto.

A alternativa — escrever os campos depois, num segundo commit — é o defeito clássico: um CPF recusado deixa para trás uma conta com e-mail, senha e nenhum dos campos que a tornam usável. Ela não aparece em lugar nenhum do produto, mas ocupa o e-mail (que é UNIQUE), responde ao POST /auth/password-reset/request e bloqueia o cadastro correto com um 409 que ninguém consegue explicar.

O que ainda não muda

A resposta continua sendo SignupResponseSchema. Se o cliente precisa do perfil completo logo depois do cadastro, o GET /auth/me já responde com ele — e aceita o seu próprio schema por me_response_model.

Recap. signup_schema é o contrato de entrada — subclasse de SignupSchema, visível no OpenAPI —, e os campos dele que são coluna entram na linha antes do insert. on_signup é para o resto, dentro da transação do insert. Nada mais precisa sair do SDK para o seu serviço.

Limite de tentativas no login e no cadastro

Sem limite, POST /auth/login responde 401 a cada senha errada para sempre — força bruta é só questão de paciência — e POST /auth/signup cria conta sem teto. O router já traz os dois freios, no molde do mfa_throttle:

Parâmetro Chave Conta Default
login_throttle e-mail normalizado (SHA-256) toda tentativa, zerada no login certo ligado: 5 por 900 s, em memória
login_ip_throttle IP do cliente só credencial errada; login certo não zera desligado
signup_throttle IP do cliente toda tentativa, certa ou não desligado
import asyncio

from fastapi import FastAPI
from httpx import ASGITransport, AsyncClient, Response

from tempest_fastapi_sdk import (
    AsyncDatabaseManager,
    AttemptThrottle,
    AuthSettings,
    BaseUserModel,
    InMemoryThrottleBackend,
    JWTSettings,
    UserAuthService,
    make_auth_router,
    make_user_token_model,
    register_exception_handlers,
)


class UserModel(BaseUserModel):
    __tablename__ = "users"


UserTokenModel = make_user_token_model(user_table="users")


async def main() -> None:
    db: AsyncDatabaseManager = AsyncDatabaseManager("sqlite+aiosqlite:///:memory:")
    await db.create_tables()
    service: UserAuthService = UserAuthService(
        db=db,
        user_model=UserModel,
        token_model=UserTokenModel,
        auth_settings=AuthSettings(AUTH_AUTO_ACTIVATE=True),
        jwt_settings=JWTSettings(),
        email=None,
    )
    app: FastAPI = FastAPI()
    register_exception_handlers(app)
    app.include_router(
        make_auth_router(
            service,
            session_factory=db.session_dependency,
            login_ip_throttle=AttemptThrottle(
                InMemoryThrottleBackend(), max_attempts=20, window_seconds=900
            ),
            signup_throttle=AttemptThrottle(
                InMemoryThrottleBackend(), max_attempts=10, window_seconds=3600
            ),
            trusted_ip_header="x-real-ip",
        )
    )

    async with AsyncClient(transport=ASGITransport(app=app), base_url="http://test") as client:
        await client.post(
            "/auth/signup",
            json={"email": "ana@example.com", "password": "senha-forte-123"},
        )
        for password in ["senha-errada-123"] * 5 + ["senha-forte-123"]:
            response: Response = await client.post(
                "/auth/login",
                json={"email": "ana@example.com", "password": password},
            )
            print(response.status_code, response.headers.get("retry-after"))
        print(response.json())
    await db.disconnect()


asyncio.run(main())

Saída:

401 None
401 None
401 None
401 None
401 None
429 900
{'detail': 'too many login attempts, try again later', 'code': 'LOGIN_THROTTLED', 'details': {'retry_after_seconds': 900}}

A sexta tentativa leva 429 com a senha certa: o orçamento é reservado antes de a senha ser conferida, então uma rajada de chutes em paralelo não passa toda junta por um "ainda não bloqueado". O login certo antes do limite zera a contagem do e-mail.

O 429 não revela se o e-mail existe

O orçamento do e-mail é gasto do mesmo jeito para um endereço sem conta, e o detail é o mesmo texto nos dois casos. Quem sonda o login aprende que errou demais, não quais e-mails estão cadastrados.

Por que os limites por IP vêm desligados

Atrás de um proxy, o IP que o app vê é o do proxy — sem trusted_ip_header, todo cliente cai no mesmo balde, e um orçamento por IP trava o login (ou o cadastro) de todo mundo de uma vez. Ligue login_ip_throttle e signup_throttle junto com o trusted_ip_header que a sua borda sobrescreve ("x-real-ip"), nunca com X-Forwarded-For.

Mais quatro coisas que valem saber:

  • Com mais de um worker, passe um backend compartilhado. O default conta em memória, por processo; AttemptThrottle(redis, max_attempts=5, window_seconds=900) divide o contador entre réplicas.
  • login_throttle=False desliga o limite por e-mail, para quem já limita o login em outra camada.
  • Bloquear por e-mail tem custo: quem conhece o e-mail de alguém consegue gastar o orçamento e deixar o dono de fora por uma janela. É a troca de todo bloqueio por conta; a janela curta é o que a deixa aceitável.
  • O resto do router não muda. /auth/me, /auth/refresh e as demais rotas não passam por nenhum desses limites, e o OpenAPI só declara o 429 nas rotas de login e em /auth/signup quando o limite correspondente está ligado.

Recap. O login vem protegido por e-mail sem você fazer nada; os limites por IP você liga quando sabe de onde vem o IP real.

Só o backend: do cadastro à rota protegida

Você ainda não tem frontend. Talvez esteja testando a API com curl ou pelo Swagger, escrevendo um app mobile, ou quer que o link do e-mail ative a conta direto no backend. O default do AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE aponta para http://localhost:3000/activate?token={token} — uma página de frontend que, no seu caso, não existe.

Esta seção roda o ciclo inteiro só com a API: cadastrar, pegar o token de ativação, ativar, logar e chamar uma rota protegida. Cada saída abaixo saiu de um curl contra o app desta página.

Passo 1 — o app inteiro num arquivo

uv add "tempest-fastapi-sdk[auth,email,sqlite]" uvicorn

[auth] traz bcrypt e PyJWT, [sqlite] traz o driver aiosqlite, e [email] traz o Jinja2 que as páginas HTML do Modo E renderizam. O uvicorn é o servidor.

# main.py
from collections.abc import AsyncIterator
from contextlib import asynccontextmanager

import uvicorn
from fastapi import Depends, FastAPI

from tempest_fastapi_sdk import (
    AsyncDatabaseManager,
    AuthSettings,
    AuthUserSchema,
    BaseUserModel,
    DatabaseSettings,
    JWTSettings,
    UserAuthService,
    make_auth_router,
    make_user_token_model,
)


class Settings(DatabaseSettings, JWTSettings, AuthSettings):
    """Settings lidas do ambiente (e do `.env`)."""


class UserModel(BaseUserModel):
    """A tabela de contas."""

    __tablename__ = "users"


UserTokenModel = make_user_token_model(user_table="users")

settings: Settings = Settings()
db: AsyncDatabaseManager = AsyncDatabaseManager(settings.DATABASE_URL)
auth_service: UserAuthService = UserAuthService(
    db=db,
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
    email=None,
)
get_current_user = auth_service.current_user_dependency()


@asynccontextmanager
async def lifespan(app: FastAPI) -> AsyncIterator[None]:
    """Abre o banco e cria as tabelas no startup.

    Args:
        app (FastAPI): A aplicação que está subindo.

    Yields:
        None: Devolve o controle ao FastAPI enquanto o app atende.
    """
    await db.connect()
    await db.create_tables()
    yield
    await db.disconnect()


app: FastAPI = FastAPI(lifespan=lifespan)
app.include_router(
    make_auth_router(auth_service, session_factory=db.session_dependency),
)


@app.get("/api/profile")
async def profile(current: UserModel = Depends(get_current_user)) -> AuthUserSchema:
    """Devolve a conta dona do bearer token.

    Args:
        current (UserModel): O usuário resolvido a partir do token.

    Returns:
        AuthUserSchema: A visão pública da conta.
    """
    return AuthUserSchema.model_validate(current)


if __name__ == "__main__":
    uvicorn.run(app, host="127.0.0.1", port=8000)

Três linhas fazem o trabalho desta seção:

  • email=None — sem EmailUtils, o link de ativação volta no corpo do signup (campo activation_url). Não precisa de AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=true: com email=None o link aparece mesmo assim, e é o único lugar onde ele aparece.
  • db.create_tables() — cria users e user_tokens no SQLite (./app.db, o default do DATABASE_URL). Bom para dev; em produção o schema vem do Alembic, como em UserTokenModel concreto.
  • current_user_dependency() — a dependency que protege /api/profile. Detalhe em Pegando o current_user.

Passo 2 — o .env de dev sem frontend

# .env
AUTH_BACKEND_LINKS=true
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=http://127.0.0.1:8000/auth/activate/{token}
AUTH_PASSWORD_RESET_URL_TEMPLATE=http://127.0.0.1:8000/auth/password-reset/{token}

AUTH_BACKEND_LINKS=true liga o Modo E: o backend passa a montar GET /auth/activate/{token}, uma página HTML que ativa a conta quando alguém abre o link. O template aponta para essa rota, então o activation_url que você recebe é um link que funciona sozinho.

127.0.0.1 só vale porque o link abre na sua máquina

Em dev, quem abre o link é você, no mesmo computador do servidor. Em produção o link abre no browser do usuário, e o host tem de ser o domínio público do backend — veja o aviso de prefixo no Modo E.

Suba o servidor:

uv run python main.py

Passo 3 — cadastrar

curl -X POST 127.0.0.1:8000/auth/signup \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"email": "ana@example.com", "password": "senha-forte-123"}'

201 Created:

{
  "user_id": "69ce003d-1384-43a6-86df-01e547a03f13",
  "activation_required": true,
  "activation_url": "http://127.0.0.1:8000/auth/activate/5wScVz_EX6rW-PGCYkaDYpv0dGjjm779J3-HbcVW6nswr_Lao7Q_ynzwicIrQzZe",
  "access_token": null,
  "refresh_token": null
}

O token é o último pedaço do activation_url. A conta existe, mas ainda está inativa — logar agora responde 401 com {"detail": "invalid email or password"}, a mesma frase de senha errada, para não contar a ninguém que o e-mail tem conta.

Passo 4 — ativar

Escolha um dos dois caminhos. O token é de uso único, então o segundo uso responde erro.

Uso único também sob concorrência

O resgate é um UPDATE ... WHERE used_at IS NULL RETURNING só, e o banco escolhe o vencedor. Oito trocas de senha simultâneas com o mesmo link, em sessões separadas, dão um sucesso e sete InvalidTokenException (tests/auth/test_consume_token_race.py, em SQLite e PostgreSQL); até a 0.304.0 as oito passavam no PostgreSQL. Vale para ativação, troca de senha e troca de e-mail. RETURNING exige PostgreSQL ou SQLite 3.35+.

Abra o activation_url no browser, ou:

curl -i http://127.0.0.1:8000/auth/activate/5wScVz_EX6rW-PGCYkaDYpv0dGjjm779J3-HbcVW6nswr_Lao7Q_ynzwicIrQzZe

200 OK com content-type: text/html e a página Conta ativada. É o que o usuário do Modo E vê ao clicar no e-mail. Abrir o mesmo link de novo responde 400 com a página Falha na ativação.

Esta página não entrega JWT (token em URL vaza para histórico e log), então o próximo passo é o login.

curl -X POST 127.0.0.1:8000/auth/activate/5wScVz_EX6rW-PGCYkaDYpv0dGjjm779J3-HbcVW6nswr_Lao7Q_ynzwicIrQzZe

200 OK com o par JWT — a conta já sai ativada e logada:

{
  "user_id": "69ce003d-1384-43a6-86df-01e547a03f13",
  "access_token": "eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9…",
  "refresh_token": "eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9…"
}

Repetir responde 401 com {"detail": "token already used"}. Esta rota existe em todos os modos; a de GET só com AUTH_BACKEND_LINKS=true — sem ele, abrir o link no browser responde 405 Method Not Allowed.

Passo 5 — logar e chamar a rota protegida

curl -X POST 127.0.0.1:8000/auth/login \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"email": "ana@example.com", "password": "senha-forte-123"}'

200 OK:

{
  "user_id": "69ce003d-1384-43a6-86df-01e547a03f13",
  "access_token": "eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9…",
  "refresh_token": "eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9…",
  "mfa_required": false,
  "mfa_token": null
}

Mande o access_token no header Authorization:

curl 127.0.0.1:8000/api/profile \
  -H "Authorization: Bearer eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9…"

200 OK:

{
  "id": "69ce003d-1384-43a6-86df-01e547a03f13",
  "is_active": true,
  "created_at": "2026-09-27T22:16:42.190695Z",
  "updated_at": "2026-09-27T22:16:48.642307Z",
  "email": "ana@example.com",
  "is_admin": false,
  "last_login_at": "2026-09-27T22:16:48.641560Z"
}

Sem o header, a mesma rota responde 401 com {"detail": "Authorization token is missing or invalid"}.

Pelo Swagger

Abra http://127.0.0.1:8000/docs. POST /auth/signup devolve o activation_url; cole o token em POST /auth/activate/{token}; copie o access_token da resposta, clique em Authorize (o esquema HTTPBearer que a dependency registra) e cole. A partir daí, o Try it out de /api/profile já vai autenticado.

E o app mobile?

O app não tem página web para receber o link, mas pode receber um deep link. O template é uma string .format() sem validação de esquema, então aceita o do seu app:

# .env
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=meuapp://ativar?token={token}

O signup passa a devolver "activation_url": "meuapp://ativar?token=f8vX7Qa…". O app abre por esse link, lê o token da query string e chama POST /auth/activate/{token} — o caminho JSON do passo 4, que já devolve o par JWT. Aqui AUTH_BACKEND_LINKS pode ficar desligado: quem trata o link é o app, não o backend.

O mesmo ciclo num teste, com o e-mail capturado

Em teste você quer o caminho de produção — link no e-mail, não no corpo. O FakeEmailUtils é um EmailUtils que guarda cada mensagem em outbox em vez de abrir conexão SMTP:

# tests/test_auth_flow.py
import re
from collections.abc import AsyncIterator

import pytest
from fastapi import Depends, FastAPI
from httpx import ASGITransport, AsyncClient, Response

from tempest_fastapi_sdk import (
    AsyncDatabaseManager,
    AuthSettings,
    AuthUserSchema,
    BaseUserModel,
    JWTSettings,
    UserAuthService,
    make_auth_router,
    make_user_token_model,
)
from tempest_fastapi_sdk.testing.fakes import FakeEmailUtils


class UserModel(BaseUserModel):
    """A tabela de contas."""

    __tablename__ = "users"


UserTokenModel = make_user_token_model(user_table="users")


@pytest.fixture
async def mailer() -> FakeEmailUtils:
    """Devolve um mailer cujas mensagens caem em `outbox`.

    Returns:
        FakeEmailUtils: O mailer fake.
    """
    return FakeEmailUtils()


@pytest.fixture
async def client(mailer: FakeEmailUtils) -> AsyncIterator[AsyncClient]:
    """Serve o router de auth sobre um SQLite em memória.

    Args:
        mailer (FakeEmailUtils): Onde o e-mail de ativação cai.

    Yields:
        AsyncClient: Um client ligado ao app, sem socket.
    """
    db: AsyncDatabaseManager = AsyncDatabaseManager("sqlite+aiosqlite:///:memory:")
    await db.create_tables()
    service: UserAuthService = UserAuthService(
        db=db,
        user_model=UserModel,
        token_model=UserTokenModel,
        auth_settings=AuthSettings(
            AUTH_BACKEND_LINKS=True,
            AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE="http://test/auth/activate/{token}",
        ),
        jwt_settings=JWTSettings(),
        email=mailer,
    )
    get_current_user = service.current_user_dependency()
    app: FastAPI = FastAPI()
    app.include_router(make_auth_router(service, session_factory=db.session_dependency))

    @app.get("/api/profile")
    async def profile(current: UserModel = Depends(get_current_user)) -> AuthUserSchema:
        """Devolve a conta dona do bearer token.

        Args:
            current (UserModel): O usuário resolvido a partir do token.

        Returns:
            AuthUserSchema: A visão pública da conta.
        """
        return AuthUserSchema.model_validate(current)

    async with AsyncClient(transport=ASGITransport(app=app), base_url="http://test") as opened:
        yield opened
    await db.disconnect()


async def test_signup_activate_login_profile(
    client: AsyncClient,
    mailer: FakeEmailUtils,
) -> None:
    """Leva a conta do cadastro até uma rota protegida.

    Args:
        client (AsyncClient): O client do app.
        mailer (FakeEmailUtils): A caixa de saída capturada.
    """
    credentials: dict[str, str] = {"email": "ana@example.com", "password": "senha-forte-123"}

    signup: Response = await client.post("/auth/signup", json=credentials)
    assert signup.status_code == 201
    assert signup.json()["activation_url"] is None

    match = re.search(r"http://test/auth/activate/\S+", mailer.outbox[0].body)
    assert match is not None
    link: str = match.group(0)

    page: Response = await client.get(link)
    assert page.status_code == 200
    assert "text/html" in page.headers["content-type"]

    login: Response = await client.post("/auth/login", json=credentials)
    assert login.status_code == 200
    token: str = login.json()["access_token"]

    profile: Response = await client.get(
        "/api/profile",
        headers={"Authorization": f"Bearer {token}"},
    )
    assert profile.status_code == 200
    assert profile.json()["is_active"] is True

Repare no assert signup.json()["activation_url"] is None: com um EmailUtils configurado, o link sai do corpo e vai só para o e-mail — é o que prova que o teste exercita o caminho de produção. As fixtures async pedem asyncio_mode = "auto" no [tool.pytest.ini_options] do pyproject.toml (com pytest-asyncio instalado).

Instalou só [auth]?

O caminho JSON funciona com [auth,sqlite]. Com AUTH_BACKEND_LINKS=true e sem o Jinja2 do [email], o make_auth_router recusa subir e diz o extra que falta — antes, o router subia, e o primeiro clique no link ativava a conta e respondia 500.

Recap.

  • Sem frontend, o link vai no corpo do signup enquanto email=None; com e-mail real, só no e-mail.
  • POST /auth/activate/{token} ativa e já devolve o par JWT; GET no mesmo path é a página HTML do Modo E, que pede login depois.
  • AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE aponta para quem vai abrir o link: o frontend, o backend (Modo E) ou o app (deep link).
  • O access_token vai em Authorization: Bearer … em qualquer rota protegida por current_user_dependency().

Reenviar a ativação

O e-mail de ativação sai uma vez, no signup. Quando ele não chega — filtro de spam, relay que devolveu, aba fechada antes de clicar — a conta fica sem saída:

  • signup de novo responde 409, o e-mail já está na tabela;
  • login responde 401, porque is_active ainda é False;
  • email-verify/request existe para exatamente esse caso, mas exige bearer token — que só sai de um login bem-sucedido.

Isso é um beco sem saída que só o acesso ao banco resolvia. POST /auth/activation/request é a saída, e ela não pede credencial nenhuma por necessidade:

curl -X POST localhost:8000/auth/activation/request \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"email": "ana@example.com"}'
{
  "message": "If the email matches a pending account, a link was sent.",
  "activation_url": "http://localhost:3000/activate?token=..."
}

O activation_url só aparece quando você mesmo entrega o link — AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=True ou EmailUtils não configurado. Em produção ele vem null e o link viaja por e-mail, no idioma que o i18n resolver.

202 sempre, com a mesma frase

Endereço desconhecido, conta já ativa e reenvio de verdade respondem o mesmo status e o mesmo corpo. É o mesmo cuidado anti-enumeração do password-reset/request: quem sondar a rota não descobre quais e-mails têm conta aqui.

Conta já ativa não recebe e-mail

Reemitir para quem já ativou mandaria um link que não autoriza nada — e contaria a um estranho que aquele endereço tem conta. Por isso o caminho para de silenciosamente.

O token novo segue as mesmas regras do original: TTL de AUTH_ACTIVATION_TTL_SECONDS e, com AUTH_SINGLE_ACTIVE_TOKEN=True (o default), o pedido anterior é queimado — só o link mais recente funciona.


Recuperação de senha

O clássico "esqueci minha senha". O usuário não está logado e prova identidade com um token de uso único que chega por e-mail. São dois passos.

Caso base (SPA / JSON)

Passo 1 — pedir o link. O usuário digita o e-mail; o backend sempre responde 202 com a mesma mensagem genérica (não vaza se o e-mail existe). A mensagem é fixa no código, em inglês:

curl -X POST localhost:8000/auth/password-reset/request \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"email": "ana@example.com"}'
{"message": "If the email matches an account, a reset link was sent.", "reset_url": null}

Passo 2 — trocar a senha. O usuário abre o link do e-mail; o front-end lê o token da URL e o envia com a nova senha. Em caso de sucesso a senha é trocada e o usuário já sai logado (vem um JWT pair):

curl -X POST localhost:8000/auth/password-reset/confirm \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"token": "abc123…", "new_password": "nova-senha-forte-12"}'
{
  "user_id": "7d8e4d5a-…",
  "access_token": "eyJhbGciOi…",
  "refresh_token": "eyJhbGciOi…",
  "mfa_required": false,
  "mfa_token": null
}

Conta com MFA: o reset termina no /auth/mfa/verify

Se a conta tem TOTP inscrito (e AUTH_MFA_ENABLED=True), o confirm não devolve o par — devolve mfa_required=true + mfa_token, igual ao /login. É o que impede um e-mail comprometido de pular o segundo fator: a senha é trocada, mas a sessão só nasce depois do código. Conclua o login mandando o mfa_token e o código TOTP:

curl -X POST localhost:8000/auth/mfa/verify \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"mfa_token": "eyJ…", "code": "123456"}'

O par que sai daí carrega amr == ["email", "otp"]; sem MFA, o par do próprio confirm carrega ["email"] (v0.314.0+). Veja a receita de MFA.

O reset derruba as sessões já abertas

Rotacionar credencial encerra o que foi aberto com a antiga: trocar a senha por este caminho revoga os refresh tokens que já existiam, na mesma transação que grava o hash — uma sessão aberta antes do reset deixa de trocar o refresh token. (Access tokens já emitidos valem até o TTL curtinho.) É o mesmo default do /auth/mfa/confirm e do tempest user set-password; quem chama o service com revoke_sessions=False abre mão disso de propósito.

Erros que você vai ver

  • Token desconhecido / já usado / expirado → 401 com code: "INVALID_TOKEN" e um detail que diz o motivo (token desconhecido: token not recognized).
  • token com menos de 16 caracteres → 422 do próprio FastAPI (string_too_short), antes de chegar ao serviço.
  • new_password viola AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH / complexidade → 422.
  • request nunca erra por e-mail inexistente — sempre 202.

Modo dev: link no body (sem SMTP)

Sem o extra [email], ou com AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=True, o reset_url volta no corpo do request em vez de ir por e-mail — você dispara o fluxo inteiro sem inbox. Em produção ele fica null.

Conta que não usa link de e-mail (v0.316.0+)

O UserAuthService(refuses_email_link=...) fecha este fluxo (e o de ativação) para contas escolhidas por um predicado — um operador, um staff. O request responde o mesmo 202 e não manda e-mail; a confirmação devolve 403 EMAIL_LINK_FORBIDDEN sem trocar a senha; e o signup cria a conta inativa sem gravar nem mandar link de ativação, com a mesma resposta de um cadastro pendente comum. Veja a receita de MFA.

Sem front-end? Páginas HTML pelo backend (Modo E)

Com AUTH_BACKEND_LINKS=True o SDK monta GET/POST /auth/password-reset/{token}: o link do e-mail aponta pro backend, que renderiza um formulário HTML, valida e mostra uma página de sucesso/erro — sem nenhuma rota no front-end. Veja Cinco modos de operação (Modo E).

Trocar a senha (logado)

Diferente do reset: aqui o usuário lembra a senha e está logado. Não há token nem e-mail — ele manda o access_token no header e reconfirma a current_password:

curl -X POST localhost:8000/auth/password-change \
  -H "Authorization: Bearer eyJhbGciOi…" \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"current_password": "senha-atual", "new_password": "nova-senha-forte-12"}'

Retorna 204; os tokens atuais continuam válidos (este endpoint não revoga sessões). current_password errada → 401.

Reset vs change — qual é qual?

  • Esqueceu a senha, não está logado → Recuperação de senha (password-reset/request → confirm, prova com token de e-mail).
  • Lembra a senha, está logado → trocar a senha (password-change, prova com a senha atual no header).

Troca e recuperação de e-mail

O espelho do fluxo de senha, mas pro e-mail da conta (v0.92.0+). Três cenários distintos — comece pelo seu.

Trocar e-mail (logado)

O caso base: o usuário está logado e quer mudar o próprio e-mail. Confirma a current_password e informa o new_email; um link de confirmação vai pro novo endereço. O e-mail só muda quando esse link é confirmado.

# Passo 1 — pedir a troca (autenticado). Sempre 202.
curl -X POST localhost:8000/auth/email-change/request \
  -H "Authorization: Bearer eyJhbGciOi…" \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"new_email": "nova@example.com", "current_password": "senha-atual"}'

# Passo 2 — confirmar (o front lê o token do link enviado ao novo e-mail).
curl -X POST localhost:8000/auth/email-change/confirm \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"token": "abc123…"}'

Ao confirmar, se AUTH_EMAIL_CHANGE_NOTIFY_OLD=True (padrão) um aviso de segurança vai pro endereço antigo — o padrão de bancos/Google, pra uma conta sequestrada ainda alertar o dono.

Erros

  • Senha atual errada → 401.
  • new_email já em uso (no pedido ou na confirmação — corrida) → 409.
  • Token inválido / expirado / usado → 401 com code: "INVALID_TOKEN".

Re-verificar o e-mail atual

Reenvia um link de verificação pro endereço atual — útil quando o e-mail de ativação se perdeu. Autenticado, sem trocar nada; confirmar o link marca a conta ativa.

curl -X POST localhost:8000/auth/email-verify/request \
  -H "Authorization: Bearer eyJhbGciOi…"
# depois: POST /auth/email-verify/confirm  {"token": "…"}

Recuperação de e-mail

O "esqueci / perdi acesso ao meu e-mail". Endpoint não autenticado e opt-in — só é montado com AUTH_EMAIL_RECOVERY_ENABLED=True. O usuário prova identidade com a senha (e um código MFA quando o TOTP está inscrito) e informa o novo endereço; o link de confirmação vai pro novo e-mail e reusa o mesmo email-change/confirm.

# Só existe se AUTH_EMAIL_RECOVERY_ENABLED=True. Sempre 202 (anti-enumeração).
curl -X POST localhost:8000/auth/email-recovery/request \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{
        "email": "antigo@example.com",
        "new_email": "novo@example.com",
        "current_password": "senha-atual",
        "mfa_code": "123456"
      }'
# depois: POST /auth/email-change/confirm  {"token": "…"}  (link foi pro novo e-mail)

Recuperação é sensível — ligue com cuidado

Esse endpoint deixa quem tem a senha mover a conta pra outro e-mail sem acessar a caixa antiga — vetor de account takeover se a senha vazou. Regras:

  • Opt-in: fica desligado até AUTH_EMAIL_RECOVERY_ENABLED=True.
  • Sempre 202 genérico pra toda falha leve (e-mail desconhecido, senha errada, mfa_code faltando/errado) — não enumera contas.
  • Se o TOTP estiver inscrito, exige um mfa_code válido.
  • Mantenha AUTH_EMAIL_CHANGE_NOTIFY_OLD=True pra o e-mail antigo sempre ser avisado da troca.

Onde o novo e-mail fica guardado

O endereço pendente viaja na coluna payload do token (EMAIL_CHANGE), não no UserModel. A confirmação relê o payload, re-checa que o endereço ainda está livre (corrida entre pedido e confirmação → 409) e só então grava. Veja a nota de migração da 0.92.0.

Renovando a sessão com o refresh token

O access_token é curto por design (JWT_ACCESS_TTL_SECONDS, 1 h por padrão). Quando ele expira, não force o usuário a logar de novo — troque o refresh_token (longo, 7 dias por padrão) por um par novo em POST /auth/refresh:

curl -X POST localhost:8000/auth/refresh \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{"refresh_token": "eyJhbGciOi…"}'
{
  "user_id": "7d8e4d5a-9f4b-4c3a-bd0a-1234567890ab",
  "access_token": "eyJhbGciOi…(novo)",
  "refresh_token": "eyJhbGciOi…(novo)",
  "mfa_required": false,
  "mfa_token": null
}

O endpoint decodifica o token, exige que ele realmente carregue a claim refresh (um access token replayado aqui é rejeitado com 401), resolve o sub pra um usuário ativo e emite um par novo.

Os dois tokens rotacionam

A resposta traz um refresh_token novo. Persista esse e descarte o que você enviou. No modo stateless (default) o SDK emite JWTs, então o par antigo não é revogado — ele continua válido até o próprio exp.

Precisa de revogação real? O SDK já entrega

Não escreva sua própria tabela de refresh tokens — desde a v0.66.0 o SDK oferece refresh tokens DB-backed opacos com rotação single-use, detecção de reuso (token roubado revoga a família inteira) e POST /auth/logout. É opt-in: passe um refresh_token_model pro UserAuthService. Veja a receita Refresh tokens (rotação/revogação).

Quando o refresh token também expira

Aí não tem renovação possível — o 401 é definitivo e o cliente cai de volta no POST /auth/login com email + senha.

Sem frontend? O método de serviço por trás do endpoint é público — await service.refresh_tokens(session, refresh_token=...) devolve (user, access_token, refresh_token).


Settings — variáveis de ambiente

Toda a config do flow vem de mixins de settings. Mixe-as na sua classe Settings:

# src/core/settings.py
from tempest_fastapi_sdk import (
    AuthSettings,
    BaseAppSettings,
    DatabaseSettings,
    EmailSettings,
    JWTSettings,
    ServerSettings,
)


class Settings(
    ServerSettings,
    DatabaseSettings,
    EmailSettings,
    JWTSettings,
    AuthSettings,
    BaseAppSettings,
):
    pass


settings: Settings = Settings()

Nome do atributo é o nome da env var

Cada atributo das tabelas abaixo é lido de uma variável de ambiente de mesmo nome, case-sensitive, sem prefixo. AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH no .env → settings.AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH. Todos têm default — você só seta o que quer mudar.

As variáveis se dividem em dois mixins e seis grupos de concern. Elas estão separadas de propósito: senha não é a mesma coisa que e-mail, e autenticação (JWT) não é a mesma coisa que ativação de conta.

Grupo 1 — Autenticação / JWT (JWTSettings)

Controla a assinatura e validade dos tokens que o login devolve. É o mesmo JWT_SECRET que a dependency get_current_user usa pra validar (veja Pegando o current_user).

Env var Tipo Default O que faz
JWT_SECRET str (≥32 bytes) change-me-…-32 Segredo HMAC que assina o JWT. Obrigatório trocar em produção.
JWT_ALGORITHM str HS256 Algoritmo JOSE. HS256/HS512 (segredo simétrico) ou RS256 (par de chaves).
JWT_ACCESS_TTL_SECONDS int (≥1) 3600 Validade do access token (1 h). Curto por design — renove via refresh.
JWT_REFRESH_TTL_SECONDS int (≥1) 604800 Validade do refresh token (7 dias).
JWT_ISSUER str | None None Claim iss. None omite o claim.

JWT_SECRET default vaza tokens

O default change-me-change-me-change-me-32 existe só pra subir local. Em produção, qualquer um com o default consegue forjar um JWT válido. Gere um segredo forte (openssl rand -base64 48) e injete por secret manager — nunca commite.

Grupo 2 — Política de senha (AuthSettings)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH int (≥1) 12 Comprimento mínimo aceito no signup e no reset.
AUTH_PASSWORD_MAX_BYTES int (≥1) 72 Comprimento máximo em bytes UTF-8. É o limite duro do bcrypt.
AUTH_PASSWORD_REQUIRE_COMPLEXITY bool false true = exige 1 minúscula + 1 maiúscula + 1 dígito + 1 caractere especial.

Os dois interagem — é aqui que costuma confundir. A regra exata:

  • complexity=false (default): só o comprimento importa. Qualquer senha com ≥ AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH caracteres passa, sem exigência de composição.
  • complexity=true: além das 4 classes de caracteres, o piso de comprimento efetivo vira max(AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH, 8). Ou seja, um AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH abaixo de 8 é ignorado enquanto a complexidade está ligada.

Tabela de decisão:

MIN_LENGTH REQUIRE_COMPLEXITY Senha aceita quando
12 false ≥ 12 chars, qualquer composição
4 false ≥ 4 chars, qualquer composição (piso baixo, dev-only)
4 true ≥ 8 chars (piso 8 sobrescreve o 4) + as 4 classes
16 true ≥ 16 chars + as 4 classes

O piso é fonte única da verdade

Os schemas de request (SignupSchema, PasswordResetConfirmSchema) não impõem limite próprio de comprimento — eles delegam pra essas duas vars. Baixar AUTH_PASSWORD_MIN_LENGTH pra 4 realmente afrouxa a validação na rota também. Não há um segundo limite escondido no schema "te protegendo".

O teto conta bytes, não caracteres

AUTH_PASSWORD_MAX_BYTES existe porque bcrypt recusa entrada acima de 72 bytes: hashpw levanta ValueError, e sem esse teto o erro subia como 500 no signup / reset / troca de senha. Bytes é a unidade que o hash vê, e 72 bytes chegam bem antes de 72 caracteres em texto não-ASCII — um emoji custa 4 bytes, uma letra acentuada 2, então "🔒" * 19 (19 caracteres) já passa do limite e responde 422. Só aumente o valor se você trocar o hasher por um sem esse limite.

Cada violação tem o seu message_key (v0.305.0+)

O code da resposta continua VALIDATION_ERROR, mas o message_key diz qual regra caiu, e o catálogo default traduz cada uma:

message_key Quando detail em pt-BR (catálogo default)
PASSWORD_TOO_SHORT abaixo do piso efetivo A senha precisa ter pelo menos 12 caracteres
PASSWORD_TOO_LONG acima de AUTH_PASSWORD_MAX_BYTES A senha pode ter no máximo 72 bytes
PASSWORD_TOO_WEAK falta classe de caractere (complexidade ligada) A senha precisa ter letra minúscula, letra maiúscula, número e caractere especial

O mesmo valor está em PasswordPolicyViolation.code (PasswordViolationCode), para quem chama check_password_policy direto. Para trocar também o code, veja os códigos de erro do seu produto.

Grupo 3 — Controle do fluxo de e-mail (AuthSettings)

Decidem se e como o link chega ao usuário. Mapeiam direto nos cinco modos de operação.

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_AUTO_ACTIVATE bool false true = user nasce ativo, pula activation, signup devolve JWT pair direto (Modo D). Nunca em produção.
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE bool false true = link de ativação/reset vai no corpo JSON em vez do e-mail (Modo C).

Grupo 4 — TTL dos tokens de conta (AuthSettings)

Validade dos tokens de uso único (ativação / reset) — distintos dos JWT do grupo 1.

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_ACTIVATION_TTL_SECONDS int (≥60) 604800 Validade do token de ativação (7 dias).
AUTH_PASSWORD_RESET_TTL_SECONDS int (≥60) 3600 Validade do token de reset (1 h). Curto é mais seguro.

Grupo 5 — URLs e templates de e-mail (AuthSettings)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE str http://localhost:3000/activate?token={token} Link de ativação que vai no e-mail (ou no corpo do signup, quando não há e-mail); {token} é substituído. Aponta para quem vai abrir o link — frontend, backend ou app. Tabela por modo logo abaixo.
AUTH_PASSWORD_RESET_URL_TEMPLATE str http://localhost:3000/reset-password?token={token} Idem, para reset.
AUTH_ACTIVATION_TEMPLATE str activation.html Nome do arquivo Jinja2 do HTML do e-mail de ativação, resolvido no template_dir do EmailUtils.
AUTH_PASSWORD_RESET_TEMPLATE str password_reset.html Idem, para reset.

Para onde o AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE aponta

O template é só uma string .format(): o SDK troca {token} e não sabe quem vai abrir o resultado. Quem decide é o modo:

Modo Quem abre o link Template Rota que consome o token
A, B, C página do frontend, que lê ?token= e chama a API https://app.example.com/activate?token={token} POST /auth/activate/{token}
E — backend-only o próprio backend: AUTH_BACKEND_LINKS=true monta uma página HTML em GET /auth/activate/{token} que ativa a conta no clique https://api.example.com/auth/activate/{token} (com o prefixo do router, se houver) GET /auth/activate/{token}
App mobile o app, por deep link meuapp://ativar?token={token} POST /auth/activate/{token}
D ninguém — a conta nasce ativa irrelevante nenhuma

Dev sem frontend: o default aponta para localhost:3000, uma página que não existe no seu caso. Ligue o Modo E com o template no próprio backend (http://127.0.0.1:8000/auth/activate/{token}), ou deixe o template como está e mande o token para POST /auth/activate/{token}. O passo a passo, com as respostas medidas, está em Só o backend.

URL template ≠ Jinja2 template

*_URL_TEMPLATE é uma string .format() com {token} — é o link. *_TEMPLATE é o nome de um arquivo .html — é o e-mail que embrulha o link. Confundir os dois é o erro nº 1. Detalhe completo em Anatomia de um e-mail.

Grupo 6 — Páginas renderizadas pelo backend (Modo E, AuthSettings)

Só relevantes quando AUTH_BACKEND_LINKS=true. Veja o Modo E para o fluxo completo.

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_BACKEND_LINKS bool false true = monta 5 endpoints HTML extras; o link do e-mail aponta pro backend, não pro frontend.
AUTH_LOGIN_URL str | None None URL de login no botão "Ir pro login" das páginas de sucesso. None esconde o botão.
AUTH_ACTIVATION_SUCCESS_TEMPLATE str activation_success.html Página HTML de ativação OK.
AUTH_ACTIVATION_ERROR_TEMPLATE str activation_error.html Página HTML de ativação com erro.
AUTH_PASSWORD_RESET_FORM_TEMPLATE str password_reset_form.html Form HTML de nova senha.
AUTH_PASSWORD_RESET_SUCCESS_TEMPLATE str password_reset_success.html Página HTML de reset OK.
AUTH_PASSWORD_RESET_ERROR_TEMPLATE str password_reset_error.html Página HTML de reset com erro.

Grupo 7 — Idioma dos e-mails e páginas (AuthSettings)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_DEFAULT_LOCALE str pt-BR Idioma dos e-mails e páginas HTML bundled quando nenhum outro sinal existe. Aceita pt-BR e en-US (normalizado: PT-BR, pt_br, ptbr → pt-BR).
AUTH_STAMP_LOCALE_IN_LINK bool True Carimba ?lang=<locale> no link do e-mail, para a página abrir no idioma do e-mail que a produziu.

Tem uma seção inteira só pra isso, explicada bem devagar: Idioma dos e-mails e páginas (i18n).

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_TOKEN_DELIVERY "bearer" | "cookie" | "both" bearer Como o login/refresh devolvem o par JWT. Veja Entrega de token.
AUTH_COOKIE_SECURE bool true Marca os cookies como Secure (só trafegam via HTTPS). Desligue só em HTTP puro — senão o browser descarta o cookie.
AUTH_COOKIE_SAMESITE "lax" | "strict" | "none" lax SPA cross-site precisa none (+ Secure=true).
AUTH_COOKIE_DOMAIN str | None None Domain do cookie. None = host exato. Use .example.com pra compartilhar entre subdomínios.
AUTH_ACCESS_COOKIE_NAME str access_token Nome do cookie do access token.
AUTH_REFRESH_COOKIE_NAME str refresh_token Nome do cookie do refresh token (escopado ao path do endpoint de refresh).

Grupo 9 — Sistema fechado (AuthSettings) (v0.272.0+)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_SIGNUP_ENABLED bool true false = make_auth_router não monta POST /auth/signup; a rota some da aplicação e do OpenAPI. Ativação, reset e o resto ficam intactos. Veja Sistema fechado.

Grupo 10 — Login social (AuthSettings + OAuthSettings) (v0.273.0+)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_OAUTH_ENABLED bool false true monta as cinco rotas /auth/oauth/* ({provider}/login, {provider}/callback, {provider}/token, accounts e accounts/unlink). Exige um client em oauth_clients=, um oauth_account_model no serviço e a coluna name no user model — cada um que faltar levanta RuntimeError na construção do router.
AUTH_OAUTH_STATE_COOKIE_NAME str oauth_state Cookie que carrega o state CSRF entre o redirect e o callback. Sempre HttpOnly e sempre SameSite=Lax.
AUTH_OAUTH_STATE_TTL_SECONDS int 600 Quanto tempo o usuário tem para concluir o consentimento no provedor.
AUTH_OAUTH_LINK_BY_VERIFIED_EMAIL bool false true liga uma identidade nova a uma conta existente cujo e-mail bate — só quando email_verified is True. Desligado por padrão porque é o knob que transforma a palavra do provedor sobre um e-mail em controle de uma conta.
AUTH_OAUTH_ALLOW_ACCOUNT_CREATION bool ou vazio vazio Se o callback pode criar conta. Vazio herda AUTH_SIGNUP_ENABLED, então fechar o cadastro fecha essa porta junto.
OAUTH_REDIRECT_BASE_URL str "" Origem pública do serviço. O redirect URI é derivado dela por oauth_redirect_uri(provider).
OAUTH_GOOGLE_CLIENT_ID / OAUTH_GOOGLE_CLIENT_SECRET str "" Credenciais do console do Google. google_kwargs() monta o client.
OAUTH_GOOGLE_EXTRA_AUDIENCES list[str] [] Os outros client ids deste projeto (Android, iOS). Sem eles, todo login mobile por POST /auth/oauth/google/token é recusado como token de outra aplicação.
OAUTH_GITHUB_CLIENT_ID / OAUTH_GITHUB_CLIENT_SECRET str "" Credenciais do OAuth app do GitHub. github_kwargs() monta o client.
Env var Tipo Default O que faz
AUTH_SINGLE_ACTIVE_TOKEN bool true Emitir um token de conta gasta os outros tokens não usados do mesmo propósito daquele usuário, então só o link mais recente de ativação / reset / troca de e-mail abre a conta. false restaura o comportamento anterior à v0.274.0. Veja o guia de migração.

Sem isso, a reação certa do usuário não fecha a janela

Um atacante dispara POST /auth/password-reset/request para a vítima. A vítima recebe um e-mail de recuperação que não pediu, desconfia, e por conta própria pede um reset e conclui — exatamente a reação correta. Com vários links vivos, o link do atacante continua valendo até AUTH_PASSWORD_RESET_TTL_SECONDS, e um token vazado por qualquer via lateral (log de proxy, extensão de browser, e-mail encaminhado, dispositivo compartilhado) ainda reseta a senha depois do incidente parecer resolvido.

O escopo é estreito nas duas direções: só o mesmo propósito (pedir um reset não derruba uma troca de e-mail pendente) e só o mesmo usuário. A linha antiga é marcada used_at, não apagada, então a auditoria fica.

Grupo 12 — Conta desativada (AuthSettings) (v0.305.0+)

Env var Tipo Default O que faz
AUTH_REVEAL_INACTIVE_ACCOUNT bool false true = a senha certa numa conta desativada responde 403 ACCOUNT_INACTIVE em vez do 401 genérico. Senha errada e e-mail desconhecido continuam 401.

Por padrão, conta desativada responde o mesmo 401 de senha errada, para a resposta não contar quais e-mails têm conta. Só que o dono da conta, sem saber por que não entra, pede "esqueci a senha", troca a senha e continua sem entrar. Ligado, quem provou a senha fica sabendo — e isso não enumera nada, porque quem tem a senha já é o dono:

$ curl -s -X POST localhost:8000/auth/login \
    -H "Content-Type: application/json" \
    -d '{"email":"ana@example.com","password":"strong-pass-12-chars"}'
{"detail":"Esta conta está desativada — fale com o suporte para reativá-la","code":"ACCOUNT_INACTIVE","details":{}}

(Com o catálogo default em register_exception_handlers(app, catalog=default_message_catalog()); sem catálogo, o detail é account is not active.)

O custo é o mesmo nos três ramos

A senha é verificada antes de olhar is_active, ligado ou desligado. E-mail desconhecido paga um bcrypt contra um hash descartável. Medido em tests/auth/test_refusal_codes.py: exatamente uma verificação por login recusado, nos três ramos, com a flag ligada e desligada.

MFA / TOTP tem suas próprias vars

Quando AUTH_MFA_ENABLED=true, o AuthSettings ainda expõe AUTH_MFA_ISSUER, AUTH_MFA_RECOVERY_CODES_COUNT, AUTH_MFA_TOKEN_TTL_SECONDS e AUTH_MFA_VERIFY_WINDOW. Ficam fora do escopo desta receita (signup/activate/login/reset) — são cobertos na receita de MFA.


Códigos de erro do seu produto (AuthExceptions) (v0.305.0+)

Serviço que já existe tem clientes tratando codes próprios — ERROR_USER_INVALID_CREDENTIALS, USER_ALREADY_EXISTS, INVALID_PASSWORD. O SDK responde UNAUTHORIZED, CONFLICT, VALIDATION_ERROR, e o catálogo troca a mensagem, não o código. Sem uma costura, adotar o UserAuthService significava sobrescrever método só para trocar a exceção.

AuthExceptions é essa costura: diz qual classe sobe em cada ponto de recusa.

# src/services/auth.py

from tempest_fastapi_sdk import AuthExceptions, UserAuthService
from tempest_fastapi_sdk.exceptions import (
    ConflictException,
    ForbiddenException,
    InvalidTokenException,
    UnauthorizedException,
    ValidationException,
)

from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel


class InvalidCredentialsError(UnauthorizedException):
    """E-mail ou senha errados."""

    code: str = "ERROR_USER_INVALID_CREDENTIALS"


class UserDeactivatedError(ForbiddenException):
    """Conta desativada, revelada a quem acertou a senha."""

    code: str = "USER_ACCOUNT_DEACTIVATED"


class UserAlreadyExistsError(ConflictException):
    """E-mail já cadastrado."""

    code: str = "USER_ALREADY_EXISTS"


class InvalidPasswordError(ValidationException):
    """Senha curta ou fraca."""

    code: str = "INVALID_PASSWORD"


class PasswordTooLongError(ValidationException):
    """Senha acima do limite do bcrypt."""

    code: str = "PASSWORD_TOO_LONG"


class InvalidResetTokenError(InvalidTokenException):
    """Link de uso único que não vale."""

    code: str = "INVALID_PASSWORD_RESET_TOKEN"


auth_service = UserAuthService(
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
    exceptions=AuthExceptions(
        invalid_credentials=InvalidCredentialsError,
        account_inactive=UserDeactivatedError,
        email_taken=UserAlreadyExistsError,
        password_too_short=InvalidPasswordError,
        password_too_long=PasswordTooLongError,
        password_too_weak=InvalidPasswordError,
        invalid_token=InvalidResetTokenError,
    ),
)

Medido com register_exception_handlers(app, catalog=default_message_catalog()) e AUTH_REVEAL_INACTIVE_ACCOUNT=true:

Requisição Sem exceptions= Com o mapa acima
login, senha errada 401 UNAUTHORIZED 401 ERROR_USER_INVALID_CREDENTIALS
login, conta desativada, senha certa 403 ACCOUNT_INACTIVE 403 USER_ACCOUNT_DEACTIVATED
signup, senha curta 422 VALIDATION_ERROR 422 INVALID_PASSWORD
signup, 73 bytes 422 VALIDATION_ERROR 422 PASSWORD_TOO_LONG
signup, e-mail repetido 409 CONFLICT 409 USER_ALREADY_EXISTS

Cada campo é tipado com a classe default, então a sua precisa herdar dela. É isso que segura o status: um InvalidCredentialsError é um UnauthorizedException, então continua 401, e o caminho da recusa — inclusive o bcrypt único do login — é o mesmo. Muda a classe e, com ela, o code.

A mensagem do seu code

Nas violações de senha e na conta desativada o SDK passa um message_key próprio (PASSWORD_TOO_SHORT, ACCOUNT_INACTIVE, …), então o detail continua traduzido mesmo com a sua classe. Nos outros pontos o catálogo procura o seu code; sem tradução para ele, o detail é a mensagem em inglês do SDK (invalid email or password). Acrescente as suas com default_message_catalog().merge({"pt-BR": {"ERROR_USER_INVALID_CREDENTIALS": "..."}}).

O que invalid_token cobre

Os links de uso único: ativação, troca de senha, troca de e-mail e verificação — desconhecido, usado, expirado, ou apontando para usuário que não existe mais. Desde a v0.305.0 a troca de senha com usuário removido é InvalidTokenException como os irmãos, não mais 404. Refresh token fica de fora: é outro contrato com o cliente.

Recap. AuthExceptions troca a classe — e o code — em cada ponto de recusa, sem override e sem mudar status nem custo. As violações de senha já saem com message_key próprio, e AUTH_REVEAL_INACTIVE_ACCOUNT mostra o 403 só a quem provou a senha.

Anatomia de um e-mail

Três conceitos diferentes que parecem o mesmo. Eis o que cada um faz, exatamente uma vez, em pseudo-código:

1. SDK gera um token opaco aleatório (string de 64 chars).
2. AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE.format(token=…)  →  link com o token embutido.
3. Renderiza AUTH_ACTIVATION_TEMPLATE (Jinja2 HTML) passando { user, activation_url, expires_at, expires_at_str }.
4. EmailUtils.send(to=user.email, subject=..., html=<HTML renderizado>).

Em prosa:

  • Token opaco — string aleatória que o SDK gera, hasheia (SHA-256) e grava na tabela user_tokens. O plaintext sai pelo e-mail uma única vez; o banco só guarda o hash.
  • URL template (AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE) — formato literal pra montar a URL que vai pro usuário clicar. Nos modos A–C aponta pro frontend: ele recebe ?token=…, capta da query string e chama POST /auth/activate/{token} no backend. No Modo E aponta pro backend, que ativa a conta no GET. Tabela completa em Para onde o template aponta.
  • Jinja2 template (AUTH_ACTIVATION_TEMPLATE) — nome do arquivo HTML dentro do template_dir do EmailUtils. É o HTML do e-mail, não a URL. Recebe o contexto { user, activation_url, expires_at, expires_at_str } e renderiza o markup final. Use {{ expires_at_str }} no template — é a data de expiração já formatada e curta (ex.: 21/06/2026 23:25 (UTC), sem segundos); expires_at continua disponível como datetime cru se você quiser formatar do seu jeito.

URL template ≠ Jinja2 template

AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE é uma string Python .format()-style — só tem o placeholder {token}. Não confunda com o arquivo .html que o Jinja2 renderiza. A URL formatada é injetada como variável no contexto do Jinja2 sob o nome activation_url, e o template HTML embrulha ela num botão.

Fluxo visual:

sequenceDiagram
    participant U as Usuário
    participant F as Frontend
    participant API as Backend (SDK)
    participant E as SMTP
    participant DB as Banco

    U->>F: preenche email + senha
    F->>API: POST /auth/signup
    API->>DB: INSERT user (is_active=false) + INSERT token (hash, TTL)
    API->>API: token plaintext + AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE.format(token=…)
    API->>API: render Jinja2 (user, activation_url, expires_at)
    alt AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false
        API->>E: SMTP send (HTML renderizado)
        API->>F: 201 + {activation_required: true, activation_url: null}
    else AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=true
        API->>F: 201 + {activation_required: true, activation_url: "https://app/activate?token=..."}
    end
    Note right of F: usuário (ou dev) abre a URL
    F->>API: POST /auth/activate/{token}
    API->>DB: hash(token) match? expirou? já usou?
    API->>F: 200 + JWT pair

Idioma dos e-mails e páginas (i18n)

Desde a v0.59.0, os e-mails e as páginas HTML que o SDK já traz prontos falam dois idiomas: 🇧🇷 Português do Brasil (pt-BR) — que é o padrão — e 🇺🇸 Inglês americano (en-US). Você não precisa criar nenhum template pra isso funcionar. 🚀

A regra de ouro (decore só isso)

Um fluxo, um idioma. O e-mail e a página que aquele e-mail abre resolvem o idioma do mesmo jeito, na mesma ordem — primeiro sinal que existir vence:

# Sinal De onde vem
1 ?lang= no link O SDK carimba no link o idioma em que aquele e-mail saiu.
2 user.locale A preferência que você gravou na linha do usuário (coluna do LocaleColumnMixin). É por ela que o e-mail se decide — quando ele é montado ainda não existe link.
3 Accept-Language O navegador de quem clicou (só páginas — e-mail não tem navegador).
4 AUTH_DEFAULT_LOCALE O último recurso.

Por que o link vence a preferência gravada?

Porque ele registra a língua daquele e-mail. Se a pessoa troca o idioma no app entre o envio e o clique, a página ainda casa com a mensagem que ela está lendo. Preferir a linha recriaria o descasamento que essa ordem existe para fechar — só que invertido.

Até a v0.263.0 as duas pontas discordavam

O e-mail lia só o AUTH_DEFAULT_LOCALE e a página negociava só o Accept-Language. Um cadastro com o padrão pt-BR e um navegador em inglês mandava o e-mail em português e abria a página em inglês — e nenhuma configuração consertava, porque setar AUTH_DEFAULT_LOCALE=pt-BR era exatamente o valor que o header atropelava. Se você guarda o idioma do usuário, agora ele manda nas duas pontas.

Por que o link precisa carregar o idioma?

No cadastro a conta acabou de nascer: não há preferência gravada ainda. O único lugar onde a escolha do e-mail sobrevive até o clique é o próprio link — daí o ?lang=. Desligue com AUTH_STAMP_LOCALE_IN_LINK=false se a sua rota de frontend rejeita query param desconhecido.

Passo 1 — escolher o idioma padrão

Só uma variável de ambiente. É isso:

# .env
AUTH_DEFAULT_LOCALE=pt-BR   # padrão — pode até omitir

Quer tudo em inglês? Troque por:

AUTH_DEFAULT_LOCALE=en-US

Não precisa acertar a caixa/formato exato

O valor é normalizado pra você. Tudo isso vira pt-BR: pt-BR, PT-BR, pt_br, ptbr, pt. E tudo isso vira en-US: en-US, EN_us, enus, en. Se você digitar algo que o SDK não conhece (tipo klingon), ele cai no padrão pt-BR em vez de quebrar.

Passo 2 — (opcional) guardar a preferência do usuário

Se o seu serviço deixa a pessoa escolher o idioma, guarde na linha dela com o LocaleColumnMixin — e o SDK passa a respeitar isso nas duas pontas, sem mais nenhuma configuração:

from tempest_fastapi_sdk import BaseUserModel, LocaleColumnMixin


class UserModel(LocaleColumnMixin, BaseUserModel):
    """A coluna `locale` (BCP-47) entra pelo mixin."""

    __tablename__ = "users"

Sem o mixin nada quebra: o SDK lê o atributo com getattr, então um model sem a coluna simplesmente cai para o próximo sinal.

user.locale = "pt-BR", navegador en-US  →  e-mail E página em Português
link com ?lang=pt-BR, linha diz en-US   →  página em Português (casa com o e-mail)
sem os dois, navegador en-US            →  página em Inglês
nada disso                              →  AUTH_DEFAULT_LOCALE

Passo 3 — (opcional) traduzir/customizar você mesmo

Os templates bundled ficam em subpastas por idioma (pt-BR/, en-US/). Pra trocar só o texto/visual de um idioma, crie um arquivo de mesmo nome na subpasta certa do seu template_dir (ex.: template_dir/pt-BR/activation_success.html). A ordem de busca completa está na dica "Override por idioma" mais abaixo, no Modo E.

Bônus — data de expiração curta e legível

Antes, o e-mail mostrava a expiração crua e feia assim:

This link expires at 2026-06-21 23:25:49.742054+00:00

Agora o SDK injeta no template a variável expires_at_str, já formatada e sem segundos, no formato do idioma:

Idioma Como aparece
pt-BR 21/06/2026 23:25 (UTC)
en-US 2026-06-21 23:25 (UTC)

Nos seus templates custom, use {{ expires_at_str }} (curto e bonito). Se quiser formatar do seu jeito, o datetime cru ainda está disponível em {{ expires_at }}.

Recapitulando

  • Um fluxo, um idioma: e-mail e página resolvem na mesma ordem — ?lang= do link → user.locale → Accept-Language → AUTH_DEFAULT_LOCALE.
  • Guardou o idioma do usuário? Ele manda nas duas pontas.
  • Padrão é pt-BR. Coloque en-US se quiser inglês.
  • AUTH_STAMP_LOCALE_IN_LINK=false desliga o carimbo ?lang=.
  • Use {{ expires_at_str }} pra mostrar a expiração sem segundos.

Cinco modos de operação

Modo Quando usar Flags Onde o link aparece
A. Produção (SPA) SaaS público, e-mail real, frontend SPA dono das páginas AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false
AUTH_BACKEND_LINKS=false
SMTP real (Mailgun, SES, Postmark…)
Inbox real → frontend processa o token
B. Dev local com SMTP fake Desenvolvimento diário sem mandar e-mail real AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false
SMTP apontando pra Mailhog (localhost:1025) ou smtp4dev (localhost:2525)
UI web do Mailhog/smtp4dev em localhost:8025 / localhost:5000
C. Dev sem SMTP Validação rápida sem subir nenhum container de e-mail AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=true
email=None ou SMTP inválido
Body da resposta HTTP do signup
D. CI / testes Suite de testes que não exercita activation AUTH_AUTO_ACTIVATE=true Nenhum — signup já devolve JWT pair
E. Backend-only (v0.32.0+) Quer 100% de controle no backend — sem responsabilidade no frontend. Ideal pra APIs sem SPA, MVPs, intranets. AUTH_BACKEND_LINKS=true
URL templates apontam pro backend (https://api.example.com/auth/activate/{token})
AUTH_LOGIN_URL=https://app.example.com/login (opcional, mostra botão "Ir pro login" nas páginas HTML)
Backend renderiza HTML success/error direto — usuário só clica no link do e-mail

Modo A — produção

AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false
SMTP_HOST=smtp.mailgun.org
SMTP_PORT=587
SMTP_USERNAME=postmaster@mg.example.com
SMTP_PASSWORD=...                          # secret, não commitar
SMTP_FROM_ADDR=noreply@example.com
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=https://app.example.com/activate?token={token}
AUTH_PASSWORD_RESET_URL_TEMPLATE=https://app.example.com/reset?token={token}

Fluxo: signup → e-mail real chega no inbox → usuário clica → frontend chama POST /auth/activate/{token} → login.

Modo B — dev com SMTP local (Mailhog ou smtp4dev)

Mesmo .env do modo A, mas apontando o SMTP para um container local que intercepta os e-mails em vez de mandar de verdade. Use este modo no dia-a-dia — o fluxo é idêntico ao de produção, então você pega bugs de template, encoding, charset, etc. ao mesmo tempo que evita spammar e-mail real.

# .env.dev
AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false
SMTP_HOST=localhost
SMTP_PORT=1025                             # Mailhog SMTP padrão
SMTP_USERNAME=                             # vazio — Mailhog não autentica
SMTP_PASSWORD=
SMTP_FROM_ADDR=dev@local
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=http://localhost:5173/activate?token={token}
AUTH_PASSWORD_RESET_URL_TEMPLATE=http://localhost:5173/reset?token={token}

Abra http://localhost:8025 (Mailhog) ou http://localhost:5000 (smtp4dev) pra ver os e-mails interceptados. Veja a seção Mailhog vs smtp4dev abaixo.

Sem container de SMTP nenhum. O signup devolve o link de ativação no JSON da resposta:

AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=true
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=http://localhost:5173/activate?token={token}

Request:

curl -X POST localhost:8000/auth/signup \
  -H 'content-type: application/json' \
  -d '{"email":"dev@local","password":"abcdefghijkl","name":"Dev"}'

Resposta (formato real do SignupResponseSchema):

{
  "user_id": "0193e9ea-7c4b-7c8e-bc05-2a3a8d9f7e10",
  "activation_required": true,
  "activation_url": "http://localhost:5173/activate?token=aBcD...xYz",
  "access_token": null,
  "refresh_token": null
}

Cole a URL no navegador / curl pra exercitar POST /auth/activate/{token}.

Modo D — CI / testes (skip total)

AUTH_AUTO_ACTIVATE=true

Signup pula ativação inteira e devolve {access_token, refresh_token} direto. Use só em testes ou quando o produto for interno e cada usuário já é confiável.

Modo E — backend-only (v0.32.0+)

Quando você prefere que toda a experiência do link aconteça no backend, sem nenhuma página no frontend, ative AUTH_BACKEND_LINKS=True. O router passa a montar cinco endpoints HTML adicionais — GET /auth/activate/{token}, GET /auth/password-reset/{token}, POST /auth/password-reset/{token} (form-encoded), GET /auth/email-change/{token} e GET /auth/email-verify/{token}. O e-mail aponta o usuário direto pra esses endpoints; o backend ativa a conta / processa o reset / renderiza HTML success ou error — usando templates Jinja2 bundled que você pode shadowar.

É também o modo de dev sem frontend: o ciclo inteiro — cadastro, link, login e rota protegida — com as respostas medidas está em Só o backend.

# .env — Modo E (backend-only)
AUTH_BACKEND_LINKS=true
AUTH_AUTO_ACTIVATE=false
AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=false

# IMPORTANTE: URL templates apontam pro BACKEND, não pro frontend.
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=https://api.example.com/auth/activate/{token}
AUTH_PASSWORD_RESET_URL_TEMPLATE=https://api.example.com/auth/password-reset/{token}

# Opcional: URL do seu login. Quando setado, aparece um botão "Ir pro login"
# nas páginas de success/error renderizadas pelo backend. Quando null,
# o botão é omitido (puro server-side, zero acoplamento com frontend).
AUTH_LOGIN_URL=https://app.example.com/login

SMTP_HOST=smtp.mailgun.org
SMTP_PORT=587
SMTP_FROM_ADDR=noreply@example.com

Link dá 404? Alinhe o template com o prefixo onde o router está montado

Os endpoints acima são relativos ao ponto onde você monta o make_auth_router. Se você inclui o router com um prefixo — comum pra separar rotas de negócio:

app.include_router(make_auth_router(...), prefix="/api")

então a rota real de ativação vira GET /api/auth/activate/{token}, não /auth/activate/{token}. Mas o AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE é uma string literal — ele não sabe do prefixo. Se o template apontar pra .../auth/activate/{token} (sem /api), o link do e-mail bate numa rota inexistente e responde 404, mesmo com o signup retornando 201.

# ❌ router montado com prefix="/api", mas o template não tem /api → 404
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=https://api.example.com/auth/activate/{token}

# ✅ template alinhado com o prefixo real de montagem
AUTH_ACTIVATION_URL_TEMPLATE=https://api.example.com/api/auth/activate/{token}

Duas checagens ao configurar o Modo E: (1) o host é o domínio público do backend (nunca localhost — o link roda no browser do usuário, não no servidor); (2) o path inclui todo prefixo com que você montou o router.

Fluxo:

sequenceDiagram
    participant U as Usuário
    participant E as Inbox
    participant API as Backend
    participant DB as Banco

    U->>API: POST /auth/signup
    API->>DB: INSERT user (is_active=false) + token (hash, TTL)
    API->>E: e-mail com link https://api.example.com/auth/activate/{token}
    U->>E: clica no link
    E->>API: GET /auth/activate/{token}
    API->>DB: hash(token) válido? não-usado? não-expirado?
    alt token válido
        API->>DB: is_active=true + token.used_at=now
        API->>U: HTML activation_success.html (botão "Ir pro login" se AUTH_LOGIN_URL setado)
    else token inválido / expirado
        API->>U: HTML activation_error.html (HTTP 400)
    end

Password reset segue padrão similar: GET renderiza form HTML; POST (form-encoded) consome o token e renderiza success/error.

Templates HTML bundled (override droppando o mesmo nome no template_dir):

Template Endpoint que renderiza Variáveis Jinja2 disponíveis
activation_success.html GET /auth/activate/{token} (sucesso) user, login_url
activation_error.html GET /auth/activate/{token} (falha) reason, login_url
password_reset_form.html GET /auth/password-reset/{token} user, form_action, min_length, error, login_url
password_reset_success.html POST /auth/password-reset/{token} (sucesso) user, login_url
password_reset_error.html POST /auth/password-reset/{token} (token inválido) reason, login_url

Pra override: passe template_dir no make_auth_router e crie arquivos de mesmo nome.

from fastapi import FastAPI

from tempest_fastapi_sdk import UserAuthService, make_auth_router

from src.api.dependencies.resources import db
from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel

auth_service = UserAuthService(
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
)
app = FastAPI()


app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=db.session_dependency,
        template_dir="src/templates/auth",   # opcional
    ),
)

Override por idioma (desde v0.59.0)

Os templates bundled agora moram em subpastas por idioma (pt-BR/ e en-US/). Você tem duas formas de override, e o SDK procura nesta ordem (a primeira que existir vence):

  1. template_dir/<locale>/activation_success.html — override só daquele idioma (ex.: src/templates/auth/pt-BR/...).
  2. template_dir/activation_success.html — override flat, vale pra todos os idiomas (compatível com versões anteriores à 0.59.0; continua funcionando sem mudar nada).

Ou seja: se você já tinha templates flat, não precisa mexer em nada. Se quiser um visual diferente por idioma, crie a subpasta.

Trade-offs do Modo E:

  • ✅ Zero dependência do frontend — backend é fonte única da verdade do fluxo de auth.
  • ✅ MVP em minutos — sem precisar criar rotas SPA pra processar tokens.
  • ✅ Funciona em projetos sem frontend — APIs públicas, intranets, ferramentas internas.
  • ⚠️ JWT não é entregue automaticamente — após ativação, o usuário precisa fazer login manualmente (clicando em "Ir pro login" e usando as credenciais). Por design: zero leak de token em URL, history, ou server logs.
  • ⚠️ Requer [email] extra (Jinja2) pra renderizar as páginas HTML — mesma dependência do template de e-mail. Sem ele, o make_auth_router levanta RuntimeError na construção citando o extra, em vez de o primeiro clique ativar a conta e responder 500.
  • ⚠️ CSRF na form de reset — o form HTML usa POST tradicional sem token CSRF. Aceita a request porque o token de reset é one-shot + TTL curto + bound a um user específico, mas considere acoplar CSRFMiddleware se atacantes conseguirem prever URLs ativas.

Os endpoints JSON (POST /auth/activate/{token}, POST /auth/password-reset/confirm) continuam montados — você pode usar Modo E + manter SPA endpoints ao mesmo tempo.


Entrega de token

(v0.87.0+)

Por padrão o login devolve access_token / refresh_token no corpo da resposta e o cliente reenvia como Authorization: Bearer <token>. É ótimo pra apps mobile/API, mas um SPA no browser precisa guardar o token em algum lugar acessível por JS — exposto a XSS. O AUTH_TOKEN_DELIVERY deixa você escolher.

Modo O que muda Pra quem
bearer (default) Tokens só no body. Comportamento histórico, retrocompatível. Mobile, APIs, clientes que mandam Authorization.
cookie Tokens setados como cookies HttpOnly nos mesmos paths (/auth/login, /auth/refresh, /auth/logout); o body volta com os tokens null. SPA no browser — o token nunca fica visível pro JS (defesa contra XSS).
both Endpoints bearer ficam em /auth/* e um conjunto cookie paralelo é montado em /auth/cookie/*. Um backend que serve web (cookie) e mobile (bearer) ao mesmo tempo.

Cookie Secure exige HTTPS

Com AUTH_COOKIE_SECURE=true (default) o browser só reenvia o cookie por HTTPS. Servindo o backend em HTTP puro, o cookie é descartado e a sessão nunca persiste (login parece funcionar mas nada fica logado). Em produção, ponha TLS na frente e mantenha true; em HTTP local de dev, AUTH_COOKIE_SECURE=false.

# .env
AUTH_TOKEN_DELIVERY=cookie
AUTH_COOKIE_SECURE=true          # false só em HTTP puro
AUTH_COOKIE_SAMESITE=lax         # "none" (+Secure) se o SPA for cross-site
from fastapi import FastAPI

from tempest_fastapi_sdk import UserAuthService, make_auth_router

from src.api.dependencies.resources import db
from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel, UserTokenModel

auth_service = UserAuthService(
    user_model=UserModel,
    token_model=UserTokenModel,
    auth_settings=settings,
    jwt_settings=settings,
)
app = FastAPI()


app.include_router(make_auth_router(auth_service, session_factory=db.session_dependency))

Fluxo no frontend — não guarda token nenhum, só chama os endpoints com credentials: "include":

// login: o browser grava os cookies HttpOnly sozinho
await fetch("/auth/login", {
  method: "POST",
  credentials: "include",
  headers: { "Content-Type": "application/json" },
  body: JSON.stringify({ email, password }),
});

// requests autenticadas: o cookie access viaja automático
await fetch("/api/me", { credentials: "include" });

// renovar sessão: o cookie refresh é lido no backend, sem body
await fetch("/auth/refresh", { method: "POST", credentials: "include" });

// logout: limpa os cookies (e revoga o refresh se houver refresh_token_model)
await fetch("/auth/logout", { method: "POST", credentials: "include" });

A dependency de current_user (veja Pegando o current_user) passa a ler o access token do cookie automaticamente quando a entrega envolve cookie — o header Authorization ainda tem prioridade se vier.

Modo both

AUTH_TOKEN_DELIVERY=both

Monta os dois conjuntos, sem colisão de rota:

# bearer (body):
POST /auth/login
POST /auth/refresh
POST /auth/logout

# cookie (HttpOnly):
POST /auth/cookie/login
POST /auth/cookie/refresh
POST /auth/cookie/logout

O que continua no body

A entrega cookie cobre o ciclo login / refresh / logout. Ativação (POST /auth/activate/{token}), auto-login no signup (AUTH_AUTO_ACTIVATE) e o POST /auth/mfa/verify ainda retornam o par JWT no body, independente do AUTH_TOKEN_DELIVERY.

Ajuste fino dos cookies: cookie_config=

As settings AUTH_COOKIE_* cobrem o caso comum. Quando você precisa de controle por atributo — nome, max_age, path do refresh, Domain — passe um AuthCookieConfig no make_auth_router; ele ganha das settings:

from tempest_fastapi_sdk import AuthCookieConfig, make_auth_router

app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=db.session_dependency,
        token_delivery="cookie",
        cookie_config=AuthCookieConfig(
            access_name="session",
            refresh_name="session_refresh",
            access_max_age=900,
            refresh_max_age=1209600,
            samesite="none",
            secure=True,
            domain=".exemplo.com",
        ),
    ),
)

Espelhe access_max_age no JWT_ACCESS_TTL_SECONDS e refresh_max_age no JWT_REFRESH_TTL_SECONDS: cookie que vive mais que o token deixa o browser mandando credencial morta, e o inverso desloga antes da hora. O refresh_path é estreitado pelo router pro endpoint de refresh, então o token longo não viaja em request comum. http_only=True é o ponto do modo cookie — não desligue.

Fora do make_auth_router, as mesmas regras valem via apply_auth_cookies(response, access_token=..., refresh_token=..., config=...) e clear_auth_cookies(response, config=...) — útil em rota de login própria (o callback de OAuth da receita de login social, por exemplo).

CORS com credenciais

Pra um SPA em outra origem enviar/receber cookies, o backend precisa de allow_credentials=True no CORS e AUTH_COOKIE_SAMESITE=none + AUTH_COOKIE_SECURE=true (portanto HTTPS). Same-origin (frontend servido do mesmo domínio da API) roda com o default lax.


Mailhog vs smtp4dev

Os dois interceptam SMTP local e renderizam os e-mails numa UI web. Diferenças relevantes:

Aspecto Mailhog smtp4dev
Imagem Docker mailhog/mailhog:latest rnwood/smtp4dev:latest
Porta SMTP padrão 1025 2525 (configurável)
Porta da UI 8025 5000
Tamanho da imagem ~10 MB ~120 MB (.NET)
Multi-conta / multi-inbox não — uma única caixa sim — filtra por destinatário
API HTTP / REST sim (/api/v2/messages) sim (Swagger built-in)
Validação de DKIM / SPF não sim
Manutenção upstream arquivado em 2020, ainda funciona ativa

Sugestão: comece com Mailhog (mais leve, zero-config) e migre pra smtp4dev quando precisar de multi-inbox ou inspeção de DKIM. Para o ciclo signup → activate → reset, Mailhog é suficiente.

docker-compose.yaml — Mailhog

services:
  mailhog:
    image: mailhog/mailhog:latest
    container_name: mailhog
    ports:
      - "1025:1025"  # SMTP — aponte SMTP_HOST aqui
      - "8025:8025"  # UI web

SMTP_PORT=1025, abra http://localhost:8025.

docker-compose.yaml — smtp4dev

services:
  smtp4dev:
    image: rnwood/smtp4dev:latest
    container_name: smtp4dev
    ports:
      - "2525:25"     # SMTP — aponte SMTP_HOST aqui
      - "5000:80"     # UI web
    environment:
      - ServerOptions__HostName=smtp4dev

SMTP_PORT=2525, abra http://localhost:5000.

tempest generate --docker já inclui o Mailhog

Quando o projeto fixa o extra [email], o tempest generate --docker anexa automaticamente um serviço Mailhog ao docker-compose.yaml — sem colar bloco na mão e sem flag --with mailhog. Os blocos acima ficam só como referência, ou para quem prefere smtp4dev.


Customizando templates

O SDK ship dois templates Jinja2 bundled (activation.html + password_reset.html) — HTML responsivo, inline styles, mobile-friendly. Você nunca precisa mexer neles pra um MVP funcionar. Quando quiser branding próprio, basta criar um arquivo com o mesmo nome dentro do template_dir que você passou no EmailUtils:

emails/                            # ← template_dir="emails"
├── activation.html                # override do default do SDK
└── password_reset.html            # override do default do SDK

EmailUtils usa um ChoiceLoader interno do Jinja2 que procura primeiro no seu diretório e só cai no template bundled se não achar. Você pode sobrescrever um, o outro, ou ambos — sem precisar copiar o template inteiro.

Variáveis disponíveis no contexto Jinja2

Variável Tipo Em quais templates Exemplo
user instância de UserModel ambos {{ user.email }}, {{ user.name }} (quando seu modelo expõe a coluna)
activation_url str activation.html https://app.example.com/activate?token=aBcD...xYz
reset_url str password_reset.html https://app.example.com/reset?token=aBcD...xYz
expires_at datetime (UTC, timezone-aware) ambos o valor cru, se quiser formatar do seu jeito
expires_at_str str ambos recomendado — já formatado e curto, sem segundos: 21/06/2026 23:25 (UTC)

Prefira expires_at_str

Use {{ expires_at_str }} em vez de {{ expires_at }} — os templates bundled fazem isso. Ele já vem localizado (conforme AUTH_DEFAULT_LOCALE) e sem os segundos/microssegundos barulhentos. O expires_at cru continua disponível se você precisar de um formato próprio.

Exemplo: emails/activation.html enxuto

<!doctype html>
<html lang="pt-BR">
  <body style="font-family: sans-serif; max-width: 480px; margin: auto;">
    <h1>Bem-vindo(a){% if user.name %}, {{ user.name }}{% endif %}!</h1>
    <p>Para ativar sua conta, clique no botão abaixo:</p>
    <p>
      <a href="{{ activation_url }}"
         style="display: inline-block; padding: 12px 24px;
                background: #4f46e5; color: white;
                text-decoration: none; border-radius: 6px;">
        Ativar conta
      </a>
    </p>
    <p style="color: #6b7280; font-size: 12px;">
      Link válido até {{ expires_at_str }}.
      Se você não criou esta conta, ignore este e-mail.
    </p>
  </body>
</html>

O Jinja2 só roda quando há e-mail real

Nos modos C (AUTH_RETURN_TOKEN_IN_RESPONSE=true) e D (AUTH_AUTO_ACTIVATE=true) o template Jinja2 não é renderizado — o link sai cru no JSON, sem HTML. Só os modos A e B (e-mail SMTP real ou interceptado) exercitam o template.


Segurança

  • Token armazenado como hash SHA-256. O plaintext sai pelo e-mail uma única vez; o banco nunca tem como reproduzir o token original. Vazamento da tabela user_tokens não permite ativação retroativa.
  • One-shot. used_at é carimbado no consume; replay rejeitado com UnauthorizedException.
  • TTL-bounded. expires_at calculado a partir de AUTH_ACTIVATION_TTL_SECONDS / AUTH_PASSWORD_RESET_TTL_SECONDS. Tokens expirados rejeitados.
  • Anti-enumeração. POST /auth/password-reset/request retorna sempre HTTP 202 + corpo genérico, independente de o e-mail existir ou não. POST /auth/login levanta a mesma UnauthorizedException para email-errado, senha-errada e conta inativa, e as três pagam uma verificação bcrypt (e-mail desconhecido é conferido contra um hash descartável), então o tempo de resposta também não separa os casos. Medido nesta máquina (bcrypt custo 12, UserAuthService.login direto, mediana de N=21): senha errada 153,8 ms, e-mail inexistente 153,8 ms; antes da correção, 0,5 ms para o e-mail inexistente.
  • Password floor aplicado duas vezes. SignupSchema valida no input; UserAuthService revalida antes do hash — defesa em profundidade caso alguém bypasse o schema.

Pegando o current_user da requisição

make_auth_router emite o JWT pair (login/activate devolvem access_token + refresh_token). Mas e depois? Quando o frontend manda Authorization: Bearer <access_token> nas suas próprias rotas, você precisa de uma dependency que decodifica o token e resolve o usuário.

Desde a v0.49.0, o próprio UserAuthService constrói essa dependency — current_user_dependency(). Ela:

  1. Procura o token em três lugares, na ordem header → cookie → query string (primeiro hit ganha): Authorization: Bearer <jwt> via HTTPBearer, depois o cookie (cookie_name) e por último o parâmetro de query (query_param).
  2. Decodifica e verifica o JWT com o mesmo JWTUtils que o service usou pra assinar — sem segundo segredo pra manter sincronizado.
  3. Pega o sub (id do usuário) do payload, abre uma sessão a partir do db= e devolve o UserModel persistido.
  4. Recusa a conta desativada com 403 (v0.305.0+) — ver abaixo.

1. Declare a dependency uma vez

O service já tem user_model, JWTUtils e a sessão — então não precisa escrever load_user à mão. Junte as duas variantes no src/api/dependencies/auth.py:

# src/api/dependencies/auth.py
from src.api.dependencies.resources import auth_service

get_current_user = auth_service.current_user_dependency()
get_current_user_or_none = auth_service.current_user_dependency(soft=True)

Requer db= no UserAuthService

current_user_dependency precisa do db= (o AsyncDatabaseManager do Setup mínimo) — sem ele, levanta RuntimeError. Como reusa o self.jwt interno, o token é validado com o mesmo segredo que assinou — o footgun de JWT_SECRET divergente some.

O usuário é carregado na sessão do request (db.session_dependency por default), a mesma que os seus repositórios usam. Ou seja: a instância vem attached e você pode mutar/refresh sem tomar InvalidRequestError: Instance is not persistent within this Session. Se os seus repositórios dependem de outro callable de sessão (um get_session local, por exemplo), passe esse mesmo callable em session_dependency= — o FastAPI cacheia sub-dependency por callable, então um wrapper diferente abre uma segunda sessão e volta a destacar o usuário.

A mesma garantia vale para as rotas autenticadas do próprio make_auth_router (/auth/password-change, /auth/mfa/*): elas carregam o usuário na sessão do request desde a 0.171.1. Antes disso o router abria uma sessão privada e devolvia a instância já detached, então a escrita era descartada em silêncio e o refresh seguinte estourava — /auth/password-change respondia 500 mantendo a senha antiga.

Conta desativada não passa, mesmo com token válido (v0.305.0+)

O login já recusa conta inativa, mas um token emitido antes da desativação continua válido até expirar — o access TTL inteiro. Por isso a dependency confere is_active depois de carregar o usuário e responde 403 ACCOUNT_INACTIVE (o mesmo AuthExceptions.account_inactive do login); até a 0.304.0 ela devolvia a linha e cada rota precisava lembrar do require_active. As rotas autenticadas do make_auth_router (/auth/me, troca de senha e de e-mail, MFA, passkeys) fazem a mesma conferência.

  • soft=True devolve None para conta inativa, como para token inválido.
  • inactive_exception=SuaExcecao troca o 403 pela sua classe.
  • require_active=False volta ao comportamento antigo — para a rota que precisa atender a conta inativa (reativação, por exemplo).

Medido em tests/auth/test_current_user_active.py: token emitido, conta desativada, request com o token → 403; com require_active=False → 200.

Não é só o header: cookie e query string também valem

A dependency tenta header → cookie → query string e para no primeiro hit, então a mesma linha acima serve cliente bearer e cliente cookie.

  • Cookie — automático. Com AUTH_TOKEN_DELIVERY em "cookie" ou "both", o cookie_name é auto-derivado de AUTH_ACCESS_COOKIE_NAME, o mesmo cookie que o /auth/login bundled setou. Zero wiring extra: rota guardada por essa dependency já aceita o cookie. Em delivery bearer-only fica None (só header). Passe cookie_name="..." pra forçar um nome.
  • Query string — opt-in. Nunca é auto-derivada. Serve pra cliente que não consegue mandar header nem cookie — caso clássico é o EventSource do browser (SSE) cross-origin:
# src/api/dependencies/auth.py
from src.api.dependencies.resources import auth_service

get_current_user = auth_service.current_user_dependency(
    cookie_name="access_token",
    query_param="access_token",
)

Detalhe do fluxo SSE na receita SSE ».

Token na URL vaza

Query string entra em log de acesso, histórico do browser e header Referer. Habilite query_param só sobre TLS, só com access token de vida curta (nunca refresh token), e limpe o valor do formato de log. Se o cliente compartilha a origem da API, prefira cookie de sessão (withCredentials).

Sem UserAuthService? Monte a dependency na mão

Se o seu serviço não usa o flow bundled, a primitiva make_jwt_user_dependency aceita qualquer JWTUtils + um user_loader async de um argumento:

from uuid import UUID

from tempest_fastapi_sdk import JWTUtils, make_jwt_user_dependency

from src.api.dependencies.resources import db
from src.core.settings import settings
from src.db.models import UserModel
from src.db.repositories import UserRepository

tokens: JWTUtils = JWTUtils(
    secret=settings.JWT_SECRET,
    algorithm=settings.JWT_ALGORITHM,
)


async def load_user(subject: str) -> UserModel:
    """Resolve o subject do JWT (uma string UUID) para o usuário persistido."""
    async with db.get_session_context() as session:
        repo: UserRepository = UserRepository(session)
        return await repo.get_by_id(UUID(subject))


get_current_user = make_jwt_user_dependency(tokens, load_user)
get_current_user_or_none = make_jwt_user_dependency(tokens, load_user, soft=True)

Atenção: aqui o tokens precisa usar o mesmo JWT_SECRET / JWT_ALGORITHM do login, senão todo token válido é rejeitado.

2. Injete na rota com Depends

# src/api/routers/users.py
from fastapi import APIRouter, Depends

from src.api.dependencies.auth import get_current_user
from src.db.models import UserModel
from src.schemas import UserResponseSchema

router: APIRouter = APIRouter(prefix="/users", tags=["users"])


@router.get("/profile")
async def profile(current: UserModel = Depends(get_current_user)) -> UserResponseSchema:
    """Devolve o usuário dono do bearer token da requisição."""
    return UserResponseSchema.model_validate(current)

current é o UserModel que o service resolveu — tipado, persistido, pronto pra uso. Token ausente ou inválido → 401 UnauthorizedException antes do corpo da rota rodar.

Pro /me puro, não escreva nada

O router empacotado já monta GET /auth/me desde a v0.198.0, com AuthUserSchema (as colunas que BaseUserModel garante) como resposta. Só escreva o seu quando a rota fizer algo além de devolver a conta — agregar contadores, juntar o perfil de outra tabela. Se for só uma coluna extra na mesma tabela, subclasse o schema em vez de reescrever a rota:

from tempest_fastapi_sdk import AuthUserSchema, make_auth_router


class UserResponseSchema(AuthUserSchema):
    name: str | None = None


app.include_router(
    make_auth_router(
        auth_service,
        session_factory=get_db,
        me_response_model=UserResponseSchema,
    )
)

O seu session_factory não precisa garantir nada

As páginas HTML renderizam depois do commit que consome o token, e o async_sessionmaker do SQLAlchemy usa expire_on_commit=True por default — o que fazia a página ler coluna expirada e responder 500 (MissingGreenlet) até a v0.265.0. Agora o router recarrega a linha só quando ela expirou, checando inspect(user).expired, que não toca no banco. Com o session_factory do AsyncDatabaseManager (expire_on_commit=False) não há query extra nenhuma.

3. Auth opcional — soft=True

Para rotas que funcionam logado e anônimo (ex.: feed público que personaliza se houver login), use a variante soft — ela devolve None em vez de levantar:

from fastapi import APIRouter, Depends

from src.api.dependencies.auth import get_current_user_or_none
from src.db.models import UserModel
from src.schemas import PostResponseSchema
from src.services import FeedService

feed_service = FeedService()

router = APIRouter()


@router.get("/feed")
async def feed(
    current: UserModel | None = Depends(get_current_user_or_none),
) -> list[PostResponseSchema]:
    """Feed público; personaliza o ranking quando há usuário logado."""
    if current is None:
        return await feed_service.public()
    return await feed_service.personalized(current.id)

Role e permission são o próximo passo

Quando a rota precisa de papel (admin) ou permissão (users:write) e não só "estar logado", troque por make_role_dependency / make_permission_dependency. Veja a receita HTTP » — mesma JWTUtils, mesmo padrão de Depends.

4. Guards imperativos — checagem dentro do service / controller

As deps acima gateiam a rota (antes do handler rodar). Mas e quando você já tem o user em mãos, mais fundo na pilha (service, controller), e quer só assertar uma condição antes de continuar? Desde a v0.50.0 o SDK traz três guards prontos — sem reescrever if user is None: raise ... em todo serviço:

from tempest_fastapi_sdk import (
    require_active,
    require_admin,
    require_authenticated,
)
Guard Levanta se Status HTTP
require_authenticated(user) user is None 401 UnauthorizedException
require_active(user) None, ou not user.is_active 401 / 403 ForbiddenException
require_admin(user) None, ou not user.is_admin 401 / 403 ForbiddenException

O detalhe que importa: cada um devolve o user já estreitado — sem None e com o tipo concreto preservado — então o resto da função para de ver | None:

from tempest_fastapi_sdk import require_admin

from src.db.models import UserModel


class ReportService:
    async def delete_all(self, current: UserModel | None) -> None:
        """Só admin apaga relatórios."""
        admin: UserModel = require_admin(current)  # 401/403, ou devolve tipado
        await self.repository.purge(by=admin.id)   # `admin` não é mais `| None`

Combina direto com o current_user_dependency(soft=True): a rota passa UserModel | None, e o guard decide no service.

Já tem o auth_service? Use os mirrors estáticos

Os mesmos guards existem como staticmethods em UserAuthService — auth_service.require_admin(current) — pra quando você já injeta o service e não quer um import extra. Mesma semântica, mesma exceção.


Recap

  • O fluxo bundled cobre signup, ativação, login, reset de senha e troca de e-mail — e o UserTokenModel concreto é a única tabela que o seu serviço precisa ship.
  • Recuperação de senha e recuperação de e-mail são fluxos diferentes: um é para quem esqueceu a senha, o outro para quem perdeu o acesso à caixa.
  • Os cinco modos de operação existem porque "quem renderiza a página" muda por projeto: API pura, backend renderizando, SPA, ou combinação.
  • AUTH_TOKEN_DELIVERY decide se o par de JWT sai no corpo, no cookie ou nos dois — e cookie cross-site exige SameSite=none mais Secure.
  • Template e idioma são sobrescrevíveis, mas o default funciona sem você criar arquivo nenhum.
  • Prefixo do router e URL do template têm de concordar: montar em /api com template apontando para a raiz dá 404 no clique do usuário, não no deploy.

Próximos passos

  • Idempotência » — proteja POST /auth/signup de retentativas que duplicariam linha.
  • Storage MinIO/S3 » — anexar avatar / foto de perfil já no signup.
  • Logging » — request_id já propaga automaticamente em cada log emitido durante o flow.
  • Métricas » — PrometheusMiddleware conta /auth/* separadamente sem config extra.